Governo do Distrito Federal
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18/06/15 às 16h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

DF já realizou 58 transplantes de medula óssea pelo SUS

Procedimentos foram feitos pelo convênio entre Secretaria de Saúde e ICDF

BRASÍLIA (18/6/15) – Cinquenta e oito pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) fazem parte da lista transplantados de medula óssea beneficiados pelo convênio entre a Secretaria de Saúde (SES) e o Instituto de Cardiologia (ICDF). Nesta quinta-feira (18), o Hospital comemorou o primeiro ano da inauguração da Unidade de Transplantes de Medula Óssea, que permitiu a ampliação de leitos para aumentar o número de procedimentos.

Atualmente, são 27 leitos de internação no ICDF destinados para o procedimento, que pode chegar a custar R$50 mil, e 12 vagas de hospital dia. O programa de transplantes não limita o número leitos para pacientes para o SUS, ou seja, eles são disponibilizados a medida em que os pacientes surgem.

“Essa é uma estrutura privada, mas o atendimento é gratuito para os usuário do SUS que necessitam de transplante. Não importa se o hospital é conveniado, mas avaliamos se ele é bem atendido”, destacou o subsecretário de Atenção à Saúde, Tadeu Palmieri. Segundo ele, os transplantes são custeados pelo Ministério da Saúde e os valores são repassados pela Secretaria de Saúde ao ICDF.

A superintendente do ICDF, Núbia Vieira, lembra que no início do convênio, em 2013,o hospital realizava apenas transplantes autólogos, ou seja, aqueles em que o paciente utiliza sua própria médula. Ao todo, 53 pacientes realizaram esse procedimento. “Agora, nós evoluímos e começamos a realizar o transplante alogênico, que é quando alguém da família faz a doação do material, o que beneficiou quatro pacientes”, disse.

HISTÓRIA DE VIDA – Segundo ela, a unidade também é capaz de realizar o transplante não aparentado, considerado mais complexo porque os doadores são pessoas que não fazem parte da família do receptor. O primeiro paciente a realizar esse procedimento é Renan Carvalho, 24 anos. O jovens que veio de Santa Catarina fazer o tratamento foi diagnosticado com leucemia aos 22 anos e não era compatível com nenhum de seus parentes.

“Foi muito difícil encontrar um doador. Fizemos uma grande campanha com camisetas e folhetos em Santa Catarina e em outros estados. Só encontramos alguém compatível em São Paulo”, contou a mãe do paciente, Eva Anjo, 49 anos. “Hoje estou de alta e agradeço pela equipe médica e enfermeiros que me acolheram neste hospital com tudo que precisei”, completou o paciente.