Governo do Distrito Federal
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21/09/16 às 12h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência é comemorado nesta quarta (21)

Atendimento multiprofissional na Saúde ajuda a reintegração social dos pacientes

BRASÍLIA (21/09/16) – Nas salas de atendimento do Centro Especializado em Reabilitação de Taguatinga (CER II) as expressões nos rostos dos usuários revelam um misto de esforço e superação. São cerca de 3.000 atendimentos mensais, dirigidos a crianças e adultos com deficiências físicas e intelectuais, derivadas de problemas congênitos, traumatismos, amputações e sequelas neurológicas provocadas por acidentes vasculares cerebrais (AVC), mal de Parkinson ou Alzheimer, entre tantas outras enfermidades.

São encaminhados para o centro, que funciona no prédio da Unidade Mista de Saúde de Taguatinga, os pacientes atendidos na rede pública de saúde do DF que requeiram atendimento especializado em reabilitação física e intelectual – de onde se explica o “II” em algarismos romanos, que conceitua a dupla modalidade de atenção.

“O principal motivo de encaminhamento de adultos ao centro é o AVC. Já a maior parte das crianças são direcionadas por autismo e distúrbios de linguagem. Mas o atendimento também contempla usuários com os mais diversos tipos de deficiência por intermédio de equipe multiprofissional, que presta apoio inclusive às famílias, essenciais para o sucesso da reabilitação”, afirma a fonoaudióloga Keila Martins de Oliveira, coordenadora do Centro.

O funcionário público aposentado Domiciano Avelino Cerqueira é mais um exemplo da superação diária vivenciada no CER II. Aos 64 anos foi atingido pelo imponderável, que acompanha toda vida humana. O que parecia uma simples ferida por entre os dedos do pé da perna direita, avançou de forma avassaladora, com uma infecção incontrolável que acabou por levar a amputação do membro até a altura do joelho.

“No começo não admitia a situação, mas com o apoio psicológico e os exercícios de fisioterapia decidi voltar para a vida”. Em fase de adaptação para utilizar uma prótese que lhe devolverá a independência dos movimentos, Domiciano credita ao trabalho do CER a boa evolução do seu quadro de saúde, “com bons profissionais e ótimo atendimento”, define.

A fisioterapeuta Renata Teles, enquanto acompanha atentamente a série de exercícios de Domiciano, avalia que “ele tem boa força e bom equilíbrio, pois sempre praticou atividades físicas e, entre dois e três meses, estará pronto para voltar à rotina normal”.

Numa sala próxima, o embate é de outra natureza. Iara Cristina de Jesus, com a paciência absorvida nas sessões de orientação dos fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos do Centro, conduz atividades orientadas junto a sua filha, Y.C. de 4 anos, diagnosticada com autismo, mas em visível evolução. “Mesmo com apenas dois meses de tratamento, ela cada vez mais se fixa nas brincadeiras, está se relacionando melhor com a família, mais calma e ouvindo mais”, anima-se.

Em outro grupo de atendimento, a terapeuta ocupacional Thiara Café orienta as atividades de um grupo de adultos que se esforça em exercícios de mecânicos e de linguagem para minorar as sequelas dos AVCs. “No trabalho conjunto a evolução é mais positiva, pois a identificação com o outro ampara o processo de recuperação. Temos obtido excelentes resultados, com reabilitação plena de um grande número de casos e a reinserção na sociedade, de forma independente, da imensa maioria”, destacando o papel da atenção multiprofissional, englobando a terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia para o êxito do tratamento.

O CER II de Taguatinga conta com 4 terapeutas ocupacionais, 4 fonoaudiólogos, 17 fisioterapeutas, assistente social, psicólogo, médico neurologista, pediatra e técnico em enfermagem.