Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
22/10/15 às 18h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Distrito Federal sedia seminário internacional sobre pessoa idosa

Para Fábio Gondim, secretário de Saúde, tema deve ser considerado estratégico para redução de doenças na velhice

BRASÍLIA (22/10/15) – Tratar o envelhecimento da população como um tema estratégico para a promoção da saúde e prevenção de doenças da população idosa foi o discurso defendido pelo secretário de Saúde, Fábio Gondim, durante a abertura do I Seminário Internacional sobre Políticas de Cuidado de Longa Duração para a Pessoa Idosa, nesta quinta-feira (22).

Com a participação de diversos estados brasileiros, além de representantes de outros cinco países (Portugal, Uruguai, Argentina, Chile e Espanha), o evento que se estende até amanhã (23) é realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Em sua fala, o secretário destacou que é necessário haver muito esforço para garantir que a política de promoção de cuidados aos idosos não seja colocada em segundo plano por outras demandas que surgem no dia a dia. Para ele, há dificuldade para que essas ações sejam valorizadas em todo o país.

“A nossa população no Distrito Federal, assim como no Brasil, está envelhecendo. Quando cuidamos dos idosos, estamos cuidando de nós mesmos no futuro. É claro que tudo isso depende muito de um trabalho em busca de saúde, a melhor saúde possível. Se não conseguirmos fazer o básico, dificilmente faremos o estratégico, que é sufocado por outras questões”, defendeu.

O chefe da pasta lembrou que a unidade da federação tem se desdobrado para ampliar as ações voltadas para essa parcela da população que, em 2014, representou 9% dos habitantes da região ou 256 mil pessoas, conforme pesquisa da Secretaria de Saúde, e, segundo o IBGE, 22,9 milhões (11,34% da população) no Brasil.

“Nós temos um núcleo que cuida dos idosos e, desde 2014, 5,7 mil pessoas foram atendidas com atividades como exercícios para aumento da força muscular, equilíbrio, prevenção de quedas e osteoporose, o que é importante porque muitas vezes acabamos cuidando muito mais da doença que da saúde”, relatou.

A secretária adjunta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Sandra Kennedy, que representou o ministro da pasta, Marcelo Castro, também defendeu o tema como estratégico e acrescentou que é necessário trocar experiências.

“Esse seminário está sendo promovido como uma ferramenta estratégica para dialogar a construção da política pública para a pessoa idosa. Aqui, temos que tratar do papel da mulher na condição de cuidadora da saúde, o subfinanciamento dessa área e os diferentes olhares que devemos ter voltados para os municípios, capitais, estados e, ainda, para os legisladores e controle social”, enumerou.

Já a vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Envelhecimento Ativo, deputada federal Cristiane Brasil, reconheceu a falta de políticas que realmente atendam aos idosos. “Nós precisamos criar mecanismos para que o idoso possa ser melhor cuidado, inclusive, para que a família possa estar presente na vida dele”, disse.

Galeria de fotos

Leia mais aqui
Incontinência urinária atinge 25,1% da população idosa do DF

Quedas na velhice podem acarretar sequelas graves, alerta terapeuta

Hábitos simples podem aumentar a capacidade funcional na velhice

Alzheimer pode ser prevenido e cuidados retardam sua evolução