Governo do Distrito Federal
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23/07/15 às 20h38 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Em despedida, João Batista ressalta compromisso com a população

Secretário se reuniu com equipe e pediu a continuidade da luta por melhorias

BRASÍLIA (23/7/15) – Ao contabilizar quase sete meses no comando de uma das pastas consideradas mais críticas do Governo de Brasília, o secretário de Saúde, João Batista de Sousa, reafirmou o seu comprometimento com a população e com os servidores. A declaração foi feita em reunião, nesta quinta-feira (23), na sede da pasta, com coordenadores, diretores e subsecretários.

“Eu vou continuar apoiando o governo, ajudando como posso e torcendo para esse governo dar certo e eu tenho certeza que vai dar certo. Nosso compromisso maior é com a população do Distrito Federal para que tenha cada vez mais qualidade de vida, e uma saúde melhor. Esse é o nosso compromisso”, ressaltou.

João Batista de Sousa, que continuará no cargo até que o novo secretário assuma a pasta, também comentou sua saída e agradeceu pelo empenho de toda a equipe.

“A minha saída não é para trazer uma quebra de projeto do governador. Estou saindo muito tranquilo”, disse. “Quero agradecer pelo esforço de todos, pela confiança que tenho em vocês e que vocês depositaram em mim, de forma muita intensa nesse período difícil. Vocês demostraram que têm muita força e dedicação. Peço que continuem nessa luta para fazer esse trabalho”, finalizou.

 

1) Após passar sete meses à frente da Secretaria de Saúde, o que o senhor elenca como os principais desafios da pasta?
Acredito que são três grandes desafios. O primeiro é a descentralização da gestão, que é um dos pilares enumerados em consenso por todos. Tem que ser feita a descentralização, um processo que não é muito simples. O outro grande desafio é o fortalecimento da atenção básica. Quando a gente fala desse assunto parece que ele é simples, mas não é. Fortalecer uma atenção básica e ter êxito é um processo lento, trabalhoso e que envolve formação de pessoal, participação da população, e isso não é fácil. O outro desafio é a questão da gestão mesmo, que envolve a agilidade, celeridade nos processo que realmente são muito lentos no sistema público, em conjunto com as dificuldades orçamentárias e insuficiência de pessoal.

2) Como o senhor imaginou encontrar a Secretaria de Saúde antes de assumir a pasta e, atualmente, como considera a situação, de fato, existente?
Eu sabia que a situação da Saúde não era boa. Sabia que era um desafio enorme e o que eu encontrei não foi uma surpresa para mim. O que eu sei é que, talvez, o que me surpreendeu foi o sucateamento da rede hospitalar.

3) Para o senhor, quais são as maiores realizações durante a sua gestão?
A primeira questão é que nós enfrentamos algo que foi muito difícil e que não está totalmente resolvido, que é o desabastecimento [de medicamentos e insumos] da rede. Avançamos muito, inclusive corremos riscos, porque a partir de agora se não tiver continuidade os processos de compra para manter a rede abastecida para 2016 nós vamos ter outro desabastecimento. A dificuldade nesse momento é porque o orçamento está curto. Acredito que conseguimos montar uma equipe técnica muito boa, que fez muitos esforços. Nós fizemos formulações de como precisa ser feita a descentralização da infraestrutura da rede; avançamos numa tarefa que é a construção do Plano Plurianual da Saúde, que já está praticamente pronto. Os gestores participarem desse processo e agora é necessário apenas incluir no PPA as decisões da 9ª Conferência de Saúde, mas acredito que quase todas já fazem parte, mas precisa fazer essa validação. O PPA está baseado nas necessidades da Secretaria de Saúde e foi feito com muita transparência e clareza, que tem impacto importante nos próximos quatro anos.

4) Quais são as suas palavras para a população, diante dessa situação de crise que a Secretaria de Saúde vivencia atualmente?
Para população, quero dizer que ela precisa ter esperança. É necessário continuar a fazer as cobranças. Reforço que todo o nosso esforço foi focado na população e, certamente, acredito que as pessoas vão ter a cada dia uma assistência melhor. O que esperamos é que ao final do governo tenhamos um sistema de saúde muito bem estruturado. A população pode continuar contado com o apoio do Governo de Brasília, que mostra claramente que a Saúde é prioridade.