Governo do Distrito Federal
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29/05/20 às 19h25 - Atualizado em 29/05/20 às 21h57

Em seis dias, tendas no HRL atenderam 252 pacientes com suspeita de Covid-19

Também foram colhidos 114 testes swab, que aguardam resultado

 

LEANDRO CIPRIANO, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde

Em seis dias de funcionamento, 252 pacientes com sintomas gripais, suspeitos de terem Covid-19, foram atendidos nas quatro tendas montadas em frente à enfermaria do Hospital da Região Leste (HRL), antigo Hospital Regional do Paranoá. As estruturas são voltadas às pessoas sintomáticas ou que tenham histórico de contato com algum caso confirmado.

 

Nesse tempo, já foram feitos 114 testes de swab nasal (com cotonete) para detecção de coronavírus. O método é o mais recomendável nos pacientes entre o terceiro e sétimo dia de sintomas semelhantes aos daCovid-19. É aguardado para os próximos dias o resultado dos testes, que foram levados para análise do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

 

Enquanto isso, as tendas continuarão atendendo de segunda a sexta-feira, 24 horas por dia, os pacientes que vêm do Paranoá, São Sebastião, Mangueiral, Jardim Botânico e Itapoã.

 

As tendas tornaram-se necessárias para diminuir o risco de disseminação do coronavírus entre os pacientes do hospital e servidores. Ao mesmo tempo em que organizam os fluxos de atendimentos e beneficiam a população.

 

Os pacientes que precisam ser internados vão para a parte interna do hospital, em salas de isolamento reservadas para a Covid-19. Depois, os profissionais de saúde fazem o contato com os hospitais de referência para solicitar vagas, seja no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ou no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

 

ESTUDO – Contudo, caso a quantidade de pacientes com sintomas gripais aumente exponencialmente no HRL, é estudado pelos gestores dividir o pronto-socorro do hospital em duas partes, uma delas voltada somente para suspeitos com a Covid-19.

 

“Como não somos um hospital referência para atender casos de coronavírus, para evitar que esses pacientes tenham contato com outros é estudada a medida de dividir o pronto-socorro. Além da área que já temos de isolamento, teríamos mais espaço para novos pacientes ficarem em espera de forma segura”, explicou o diretor do HRL, João Marcos Meneses.

 

De acordo com o gestor, ainda estão em análise questões como a quantidade de leitos que seriam disponibilizados para esses pacientes em espera e a possibilidade de instalação de novos pontos de oxigênio em locais estratégicos.