Governo do Distrito Federal
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14/04/16 às 20h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Embaixada do Japão conhece instalações do Laboratório Central

O foco da visita foi o trabalho de diagnóstico das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

BRASÍLIA (14/4/16) – Representantes da embaixada do Japão conheceram, nesta quinta-feira (14), o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). O objetivo da delegação – composta pelo primeiro secretário, Terutaka Hirose, e pela conselheira e adida médica, Shino Natori – foi conhecer o funcionamento da estrutura, em especial, como é feito o diagnóstico das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti: Dengue, Zika e Chikungunya.

“No nosso país, em razão do rigoroso inverno, não temos muitos casos autóctones (originários da região) dessas doenças. A maioria das pessoas já vem com esse diagnóstico. Mas há muitos japoneses querendo vir para o Brasil por causa das Olimpíadas em 2016, por isso, estamos coletando informações para orientá-los. A partir desse trabalho, fomos informados sobre o Lacen e viemos conhecer o seu funcionamento”, disse a médica, Shiho Natori.

A visita, acompanhada pelo diretor do Lacen, Eduardo Filizzola, foi iniciada pelo Núcleo de Virologia, ligada à Gerência de Biologia Médica, onde são feitos os exames para identificar Dengue, Zika e Chikungunya. No local, também são realizados exames para detecção de febre amarela, hepatites, HIV, rotavírus, rubéola, sarampo, parvovírus e doenças respiratórias, como a influenza.

A farmacêutica e bioquímica, Grasiela Araújo da Silva, contabilizou que a equipe chega a realizar, diariamente, em um aparelho denominado 'termociclador', cerca 90 exames de dengue, zika e chikungunya, sendo 30 de cada. “Até o quinto dia útil de relatos de sintomas do paciente, nós realizamos o diagnóstico pela metodologia PCR, que identifica os antígenos [pesquisa do vírus] e, até o sétimo dia, utilizamos a metodologia Elisa, que identifica a produção dos anticorpos”, explicou Grasiela, ao informar que o resultado é obtido em até duas horas.

Após conhecer o Núcleo de Virologia, os japoneses também visitaram a área de microbiologia integrada. O local é referência no Centro-Oeste em análise de resistência bacteriana, ou seja, em investigação de bactérias multirresistentes aos medicamentos.

“Esse trabalho é feito pela biologia molecular, que identifica os genes resistentes das bactérias. Esse tema tem relevância global, porque as bactérias são constantes causas de infecções hospitalares, que precisam ser investigadas para sabermos quais delas são multirresistentes”, explicou o farmacêutico e bioquímico, Célio Faria, profissional considerado uma das referências nacionais no assunto.

O grupo, que agradeceu pela recepção, também passou por setores como a gerência de medicamentos e toxicologia, onde são realizadas as testagens de potência dos remédios, e núcleo de parasitologia e micologia, que identifica parasitas e fungos.

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