Governo do Distrito Federal
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17/03/20 às 18h03 - Atualizado em 18/03/20 às 15h17

Engenho das Lajes receberá 100 armadilhas contra o Aedes

Ação faz parte da operação Supressão do Mosquito

 

A área rural de Engenho das Lajes, no Gama, receberá 100 armadilhas para captura do Aedes aegypti, que começaram a ser instaladas a partir desta terça-feira (17). A ação faz parte da operação Supressão do Mosquito, que tem como objetivo detectar os pontos com maior incidência do transmissor da dengue.

 

“Apesar de ser uma área pequena, o Engenho das Lajes faz divisa com o Goiás, sendo estratégico instalar as armadilhas lá. Se necessário, depois que feita a análise epidemiológica, podemos instalar ainda mais”, informou o diretor de Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues.

 

Elas serão colocadas nos ambientes sombreados de várias residências da região, a um metro e meio de altura, porque o mosquito faz voos baixos. Os recipientes não possuem veneno algum, apenas água, que atrai os insetos para depositar suas larvas no local.

 

Assim que entram na armadilha, os mosquitos ficam presos nela. Entre 15 e 60 dias depois, as equipes de saúde voltam às residências para conferir os recipientes e avaliar a quantidade de insetos. Com essas informações, é possível direcionar ações para reduzir os casos na região.

 

FERCAL – A operação também já instalou 2 mil armadilhas na Fercal, que foram inspecionadas recentemente pelas equipes da Secretaria de Saúde. “Elas foram levadas para laboratório, que fazem a coleta de dados e a mensuração. A partir da quantidade de larvas que encontram, as armadilhas são redistribuídas para outras áreas que precisam mais”, explicou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero.

 

De acordo com o gestor, a estimativa é que os locais onde são colocadas as armadilhas tenham a mesma redução da incidência de mosquitos que ocorreu em Planaltina. No bairro de Arapoanga, foram instaladas 4 mil armadilhas em dezembro do ano passado. A ação contou com a parceria de 350 soldados do Corpo de Bombeiros.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Foto: Breno Esaki/Saúde-DF