Governo do Distrito Federal
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6/10/21 às 20h02 - Atualizado em 6/10/21 às 20h03

Entenda o aumento repentino dos casos de covid-19 no DF

Em coletiva de imprensa, Saúde esclareceu que o aumento ocorreu devido a um represamento de dados no sistema do Ministério da Saúde

 

GUILHERME PEREIRA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (6), a Secretaria de Saúde esclareceu o aumento repentino de casos de covid-19 divulgados no boletim epidemiológico sobre a doença na capital federal na última terça-feira (5). O informativo trouxe  uma alta de 3.016 novos casos na capital. O alto número não corresponde aos casos registrados em 24 horas, a exemplo dos informes anteriores, visto que a mudança do sistema de dados do Ministério da Saúde represou a notificação de alguns casos de covid-19 ocorridos este ano e no ano passado.

 

Teste RT-PCR que detecta a covid-19 – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

“O Ministério da Saúde fez uma alteração no sistema ‘e-SUS notifica’ no final de setembro e isso impactou a extração de informações por todos os estados, não só pelo DF. Inclusive podemos observar que o número de casos é proporcionalmente bem menor, isso porque o Distrito Federal não capta os casos exclusivamente deste sistema”, esclareceu a diretora de Vigilância Epidemiológica substituta, Priscilleyne Reis, durante a coletiva. Dos 3.016 casos registrados no Boletim Informativo nº 582, que apareceram em sistema ontem, 2.632 são notificações de casos represados, sendo 653 referentes ao ano de 2020.

 

O aumento do registro de casos pode refletir nos índices da taxa de transmissão dos próximos dias. Atualmente, o RT do Distrito Federal está em 1.15. O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, pediu que a população não deixe de adotar as medidas não farmacológicas de cuidados contra a covid-19.

 

“Não se atingiu ainda a imunidade de rebanho. Neste momento iremos investir na vacinação e na recomendação de medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, a higiene constante das mãos e o distanciamento social sempre que possível. Esse é o momento que estamos vivendo”, afirmou o secretário.

 

Antecipação da D2

 

Na manhã desta quarta-feira (6), o Distrito Federal recebeu 60 mil doses da vacina AstraZeneca, todas destinadas à aplicação de segundas doses. Com isso, o Comitê Gestor de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 decidiu por antecipar a segunda dose das pessoas que têm a D2 marcada até o dia 5 de novembro. Também foi decidida ampliação da vacina Pfizer-BioNTech para quem tem a D2 marcada para o mesmo período. Isso foi possível com a chegada de 152,1 mil doses que chegaram ao DF na terça.

 

Coletiva de imprensa na Secretaria de Saúde – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

A antecipação poderá ser feita a partir de sexta-feira (8). Das doses de Pfizer recebidas, 143.910 são destinadas a aplicação de segunda dose (D2) e as outras 8.190 para aplicação da dose de reforço em idosos com 60 anos ou mais. Esse público começa a ser vacinado também na sexta, porém deve-se observar que a vacina só será aplicada em quem recebeu a segunda dose há pelo menos seis meses.

 

Na coletiva, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, convocou a população do Distrito Federal que já está dentro deste prazo a concluir o seu processo de imunização. “Do ponto de vista cronológico, com as antecipações que nós estamos fazendo, nós já alcançamos a faixa etária dos 30 anos. Isso é muito importante. Quanto mais rápido nós conseguirmos consolidar esse processo, mais tranquilos ficaremos do ponto de vista de cobertura vacinal. Faço um apelo para que todos procurem os postos para tomarem a segunda dose”.

 

Reforço para imunossuprimidos

 

A Secretaria de Saúde também abriu 6 mil vagas de agendamento para a vacinação ao grupo de pacientes imunossuprimidos graves. No entanto, até o momento, apenas cerca de 500 pessoas agendaram a vacinação. Quem preenche os requisitos definidos pelo Ministério da Saúde e que tenha recebido a D2 há pelo menos 28 dias, pode agendar atendimento no site da Secretaria de Saúde.

 

Cirurgias Eletivas

 

Um mapeamento cirúrgico consolidado pela secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, revela que o DF fechou o mês de setembro com uma certa estabilidade no número de cirurgias eletivas realizadas na rede. Foram executados 2.089 procedimentos eletivos.

 

Ao comentar o mapeamento, a secretária esclarece que o novo fluxo adotado pela gestão da SES – com a ampliação da capacidade cirúrgica e da força de trabalho dos hospitais, além do terceiro turno – contribuem inclusive para os procedimentos de urgência na rede.  “No mês de setembro, com essa intervenção de ajustes assistenciais, a gente observa que o nosso paciente aguardou muito menos em um leito da rede para ser operado. Houve um maior giro de leitos e, com isso, foi realizado um maior número de procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência.