Governo do Distrito Federal
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19/08/20 às 10h37 - Atualizado em 19/08/20 às 10h49

Entenda o número de novos casos e óbitos da Covid-19 no DF

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Neste momento da pandemia, Distrito Federal atinge o platô e alcança a estabilização

 

DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

O Distrito Federal passa, neste momento, pelo platô da pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2, alcançando a estabilização do número de casos. Contudo, entre o início de julho e meados de agosto houve uma evolução crescente nos registros, que atingiu a triste marca de 2.097 óbitos causados pela Covid-19, sendo 1.921 em residentes do DF, e 140.170 confirmações da doença até o momento.

 

 

Conforme os dados da Secretaria de Saúde, ao longo da pandemia o maior número de óbitos em um mesmo dia ocorreu em 9 de julho, quando 41 vidas foram perdidas no DF para a Covid-19. Nenhum outro dia superou esse pico. Inclusive, essa quantidade de vítimas está longe de representar uma média diária de perdas no Distrito Federal. Veja os dados do mês de julho:

 

Dados referentes ao mês de julho

 

No entanto, de forma errônea, tem sido destacado por alguns veículos de imprensa o número da data de registro dos óbitos na plataforma de notificação, o que não representa a informação mais adequada para analisar a evolução da pandemia. A informação mais precisa corresponde à data da ocorrência do óbito, que obviamente não é a mesma em que ele foi registrado.

 

“O exemplo mais recente disso pode ser observado nesta segunda-feira (17), quando houve um aumento no registro de óbitos, totalizando 66. Sendo que a maioria deles ocorreu nas semanas anteriores, seja devido ao atraso na notificação ou na confirmação laboratorial, especialmente na rede privada”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage.

 

O gráfico a seguir mostra com exatidão a data de cada óbito ocorrido no mês de agosto:

 

Dados dos óbitos por Covid-19 ocorridos no mês de agosto confirmados em sistema até às 18h do dia 18 de agosto

Outros exemplos ocorreram em 11, 12 e 18 de agosto. O primeiro dia registrou 53 óbitos, enquanto o segundo e terceiro tiveram 55. Todavia, os registros desses dias compilaram mortes que ocorreram nas respectivas datas e em dias anteriores, mas que precisaram de tempo hábil para confirmar se foram causadas pela Covid-19. Nesses três dias específicos de agosto, foram contabilizados 28, 31 e um óbitos, respectivamente, longe do pico em julho ou do número dos registros diários.

 

“A verdade é que a curva de casos e de óbitos está estabilizando. Quando registraram 53 e 55 óbitos nos boletins, eles ocorreram em dias anteriores, sendo confirmados com a Covid-19 posteriormente. Há uma diferença entre o que é registrado e o óbito do dia, e isso precisa ficar claro. Em qualquer epidemia acontece dessa forma”, destaca Eduardo Hage.

 

Veja a evolução dos óbitos entre março e agosto no gráfico a seguir:

 

Dados atualizados às 18h do dia 18 de agosto

Data precisa

 

De acordo com o gestor, o essencial na contabilização para avaliar a curva de casos e de óbitos pela Covid-19 é a data precisa em que o caso foi notificado e o paciente faleceu vítima da doença.

 

“Isso é muito mais importante do que quando ele entra na estatística, porque há atrasos na notificação por vários fatores, seja do hospital ou de algum resultado pendente de laboratório. Como é necessária essa confirmação, o registro de óbitos pode variar tanto de um dia para outro”, ressalta o subsecretário.

 

Diariamente, a Secretaria de Saúde disponibiliza à imprensa, de forma transparente, uma síntese com a data de todos óbitos registrados nos boletins. Com isso, é esperado que a informação também seja divulgada com a mesma transparência e não com sensacionalismo.

 

Casos

 

Já os casos confirmados com a Covid-19 entram na estatística somente depois da investigação epidemiológica. As notificações de suspeitos e confirmados partem de todas as unidades de saúde do DF, públicas e privadas, sendo enviadas para o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).

 

Outras fontes importantes são os dados enviados pelos laboratórios que realizam o teste RT-PCR, mais conhecido como swab, a exemplo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Os laboratórios privados também enviam diariamente seus resultados para o Ciob.

 

Ainda entram na contagem os exames realizados nas unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs), hospitais e demais locais que fazem os testes rápidos e swab.

 

Assim que os dados são enviados de diferentes locais, há o trabalho de consolidação das informações na central montada no Ciob. É necessário conferir se há erros como duplicação de informação, precisando checar os resultados entregues pelos laboratórios para confirmar se o caso realmente é suspeito ou confirmado.

 

Com todos os dados consolidados e analisados, é produzido um boletim diário. Essas informações também são divulgadas no site da Secretaria de Saúde.