Governo do Distrito Federal
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4/12/17 às 10h26 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Evento aborda a importância da detecção oportuna dos casos de malária extra-amazônica

Evento visa o aprimoramento dos trabalhadores em Saúde

BRASÍLIA (4/12/17)A importância da detecção oportuna dos casos de malária extra-amazônica será tema de palestra nessa terça-feira (5), em Taguatinga Sul. O evento é aberto a médicos, enfermeiros, farmacêuticos-bioquímicos e biomédicos que trabalham em pronto-socorro (inclui Unidade de Pronto Atendimento) ou unidade intensiva. Interessados podem se inscrever aqui.

A malária ainda representa um grave problema de saúde pública para o mundo. Em 2012, houve registro de ocorrência da doença em 104 países e territórios nas regiões tropicais e subtropicais no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que por ano ocorram 219 milhões de novos casos e cerca de 660 mil mortes, principalmente em crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas. No Brasil, a área endêmica compreende a região amazônica brasileira, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão, totalizando 808 municípios. Esta região é responsável por 99% dos casos autóctones do país.

Atualmente, a maioria dos casos registrados nessa região é proveniente dos estados da região Amazônica e de outros países endêmicos, principalmente do continente africano e do Paraguai. Na Extra-Amazônica os casos autóctones ocorrem em áreas cobertas pela Mata Atlântica nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia; além de casos esporádicos nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí e Ceará.

“A notificação imediata por telefone dos casos suspeitos de malária ao Cievs-DF [Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde] é fundamental para o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento dos casos confirmados”, ressalta a gerente de Campo da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Cristina Segatto.

Em 2012, foram detectados cerca de 250 mil casos no Brasil. O número de casos graves e óbitos também apresentou uma grande redução no mesmo período. A letalidade por malária na região amazônica é baixa (2/100.000 hab.), enquanto no restante do país chega a ser 100 vezes maior. O óbito nas áreas extra-amazônica ocorre, na maior parte das vezes, em pessoas que foram infectadas em outros países ou em estados da região amazônica e não receberam diagnóstico e tratamento adequados e em tempo oportuno. Essa situação decorre da dificuldade na suspeição de uma doença relativamente rara nessas áreas e da desinformação dos viajantes a respeito dos riscos de contrair a doença.

As ações de prevenção e controle têm como base o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado, com o objetivo de atender a população de maneira eficaz, mas também de interromper a cadeia de transmissão do agravo. Elas devem estar disponíveis em toda a rede de atenção primária nos municípios endêmicos, em conjunto com ações de busca ativa de casos, acompanhamento do tratamento e educação em saúde.

Serviço
Dia: 5 de dezembro
Horário: das 10h às 12h
Público Alvo: Médicos, enfermeiros das emergências de hospitais públicos e particulares, farmacêuticos-bioquímicos e biomédicos
Local: Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa – Setor E Sul, Área Especial 3 – Taguatinga Sul