Governo do Distrito Federal
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23/05/19 às 17h31 - Atualizado em 23/05/19 às 17h52

Farmácia Viva ensina servidores da Saúde a fazerem difusor contra o Aedes

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Curso mostra como preparar produto à base de capim citronela

 

 

Servidores que atuam em várias unidades básicas de saúde (UBS) do Distrito Federal aprenderam, nesta quinta-feira (23), a produzir um difusor a base de capim citronela, capaz de afastar o mosquito Aedes aegypti. O objetivo do curso é tornar os profissionais de saúde multiplicadores em suas regiões, ensinando tanto a outros servidores como a pacientes.

 

O passo a passo da preparação foi apresentado pelo chefe do Núcleo da Farmácia Viva, Nilton Netto. “É um processo simples e prático. Por meio dele, é possível difundir o aroma da planta no ambiente. O mosquito percebe esse campo onde a molécula da planta atua e se afasta. Lembrando que não é um produto para ser passado no corpo, como um repelente. O difusor fica no recipiente, e o inseto consegue perceber o aroma e se retira”, explicou Netto.

 

Uma das que se capacitaram no curso foi a farmacêutica e servidora da UBS 1 de Sobradinho II, Patrícia Vilela. Devido a incidência de casos envolvendo o Aedes na sua região, ela acredita que aprender formas práticas de afastar o mosquito são importantes para a população. “Espero replicar essa oficina no meu trabalho já na semana que vem”, ressaltou.

 

Terminada a capacitação, os profissionais puderam levar mudas do capim para que possam cultivá-las, seja na própria UBS, ou em alguma horta comunitária. O cultivo da citronela em canteiros é considerado fácil. As mudas devem ser irrigadas uma vez por semana, expostas ao sol e a colheita deve ser iniciada três meses após o plantio.

 

O capim citronela se assemelha ao capim cidreira. A diferença é que, ao apertá-la entre os dedos, é possível sentir um cheiro de produto de limpeza, próximo ao do eucalipto. O odor, agradável aos humanos, é um terror para os mosquitos.

 

PREPARAÇÃO – Depois de colher folhas frescas do capim citronela, sem sinais amarelados ou de ferrugem, o chefe do Núcleo da Farmácia Viva cortou a planta em pedaços pequenos, para depositá-los em um recipiente de vidro, de boca larga e tampa plástica.

 

Caso o vidro seja transparente, Netto orientou a envolvê-lo em uma folha de alumínio ou papel pardo, para proteger as plantas da iluminação externa. Depois, despejou etanol de graduação alcoólica de 96% para cobrir completamente as folhas. Vale destacar que só pode ser utilizado o etanol com essa graduação ou acima dela, pois com a maior concentração, mais se consegue difundir o aroma pelo ambiente.

 

O produto deve ser mantido em maceração por 7 dias consecutivos, protegida da luz e da umidade, agitando o recipiente diariamente. Depois, deve-se esvaziar a mistura em um recipiente de vidro escuro, com boca estreita e capacidade para 100ml. Dessa forma, o difusor está pronto.

 

Para difundir a mistura no ambiente, é preciso colocar três palitinhos de Pinus, de 20cm, e aguardar 15 minutos para absorção e depois virar o palitinho. O melhor horário para usar é no final do dia, entre 17h e 18h, quando os mosquitos aparecem com mais frequência.

 

Baixe aqui um folder sobre o preparo do difusor.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF