Governo do Distrito Federal
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26/09/16 às 17h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Festa marca encerramento das comemorações dos 18 anos do Adolescentro

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Dia foi celebrado com música, bolo e presença de pacientes e funcionários

BRASÍLIA (26/09/16) – Um “parabéns para você” com direito a bolo, DJ e muita alegria, marcou o encerramento das atividades comemorativas dos 18 anos do Adolescentro, na última sexta-feira (23). A festa teve a participação da equipe de profissionais que atuam na Unidade, pacientes e familiares.

A pediatra e gerente do Adolescentro, Ana Paula Tuyama, revela que a data traz satisfação a todos que trabalham no local, porque a celebração é consequência da vontade de sempre oferecer um serviço de acolhimento com qualidade.

“Estamos muito felizes de poder chegar a essa idade e termos alcançado muitas conquistas devido ao comprometimento de todos da equipe. Cada decisão tomada aqui na unidade é feita em grupo e, cada resultado alcançado, é um esforço conjunto. O segredo do sucesso dessa longa caminhada é realizar nosso trabalho com amor”, declara.

O QUE É – O Adolescentro faz parte da Rede de Saúde Mental do Distrito Federal que atende adolescentes de 12 a 18 anos de toda a capital e que apresentem transtorno mental leve, moderado ou grave; vítimas de violência sexual e transtornos de aprendizagem. O atendimento é de segunda a sexta-feira, de 07h às 12h, pela manhã e, de 13h às 18h, no período da tarde.

Para receber tratamento, o jovem pode comparecer espontaneamente à unidade, acompanhado de pai ou responsável, como também ser encaminhado via escola ou conselho tutelar.

A unidade presta atendimento ambulatorial com equipe multidisciplinar composta por 60 profissionais da área da saúde, como pediatra, psiquiatra, neurologista, dentista, ginecologista, psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e nutricionista.

A gerente do Adolescentro conta que, atualmente, são realizados cerca de 3.500 atendimentos por mês. Ao todo, são oferecidos 30 grupos de atendimento à população. A fila de espera da unidade, neste mês, conta com 200 pessoas que aguardam por até três meses para serem atendidos.

“Nosso atendimento é voltado para o adolescente, mas com foco na família para que, assim, possamos entender a estrutura familiar de cada paciente. Além disso, dessa forma podemos trabalhar o reforço do limite, na autoridade e a importância da construção de relações amorosas”, esclarece Ana Paula.

HISTÓRIAS – O operador de telemarketing Wellington Silva conta que, antes de conhecer o tratamento oferecido pelo Adolescentro, era introvertido, não conseguia fazer amizades e apresentava um elevado grau de irritabilidade quando sentia que seu espaço era invadido. Ele chegou à unidade pela indicação de um familiar.

“Cheguei aqui em 2003 e fiquei por seis anos. Hoje, estou com 31 anos e me sinto uma pessoa completamente diferente de quando entrei no Adolescentro pela primeira vez. A mudança é muito evidente, porque, antes, eu não conversava com ninguém e ficava irritado quando insistiam em falar comigo e, agora, eu consigo levar uma vida normal e ter amigos”, relembra emocionado.

O estudante Michael Rosales tem 27 anos e revela que foi levado pela mãe até a unidade por apresentar dificuldades de interação social. “Foi em 2010 que terminei o tratamento. À época, antes de ser atendido, eu era completamente fechado e não conseguir estabelecer qualquer tipo de relação com ninguém. Os profissionais me acolheram e me ajudaram a entender que eu tinha um problema e que ele tinha solução”.

Eriovaldo Mendonça, tem 25 anos e é autônomo. Ele iniciou o tratamento aos 14 anos por apresentar Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). “Fui encaminhado pela escola em que estudava por sempre responder de forma agressiva às indagações e críticas de que não gostava. A forma como fui acolhido e hoje poder me sentir realmente bem, fazem com que eu considere o Adolescentro minha segunda casa, até mesmo porque os profissionais não nos tratam como pacientes, mas como se fôssemos todos parte de uma mesma família”, esclarece o jovem.

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