Governo do Distrito Federal
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9/05/14 às 17h20 - Atualizado em 17/07/20 às 20h14

Flatulência em excesso pode indicar problema de saúde

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Quadro causa desconforto físico e constrangimento social

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

É natural que o ser humano produza gases intestinais, em média, estudos mostram que um adulto pode expelir gases 20 vezes por dia. No entanto, o excesso pode denunciar algum problema de saúde. A situação passa despercebida pela pessoa, afinal, é normal que isso aconteça e é difícil mensurar. Mas, o quadro de excesso acaba por trazer desconforto físico e constrangimento social.

 

O gás intestinal é formado pelo que foi engolido e não eructado (liberação pela boca, de ar contido no esôfago e estômago), produzido em parte pela fermentação intestinal. Caracteriza-se pela liberação, voluntária ou não, de ar contido na porção final do intestino. Pode ocorrer ainda quando se ingere ar pela boca, excesso de fibra, carboidratos não digerido pelo estômago, carne e alimentos muito ricos em proteínas. Outros fatores como genética e má alimentação podem também levar à flatulência.

 

Além disso, alguns indivíduos podem ter deficiência de enzimas para a digestão, o que causa a fermentação das bactérias. A digestão por parte de algumas bactérias produz mais gás do que outras. Existem casos em que o excesso de gases, acompanhado por diarreia ou prisão de ventre, ocorre juntamente com intolerâncias alimentares. A intolerância à lactose, por exemplo, é o quadro mais frequente. Mas, existe também a intolerância ao glúten.

 

A paciente Alcione Rosa confessou que já parou em emergência de hospital devido a gases. “Sentia tanta dor que achei que era apendicite ou até ataque cardíaco porque irradiava para o tórax. Fiz exame de sangue que não acusou nada e o médico acabou pedindo uma tomografia. Quando saiu o resultado, eram gases. Nunca pensei que pudesse produzir tanta dor”, ressaltou.

 

Há pessoas ainda que apresentam sintomas inespecíficos de distensão ou dor abdominal acompanhada ou não de diarreia. Nesses casos, o mais comum é o paciente sofrer de alguma doença funcional do aparelho digestivo. Rosemary Caldas, chefe do Núcleo de Nutrição Dietética do Hospital Regional do Guará, afirma que o corpo sempre dá sinais quando algo não vai bem.

 

“A flatulência em excesso é de difícil percepção. Ninguém desconfia porque acha que é normal e vai passar. Mas, nessa fase o organismo já está sendo agredido e quando o paciente chega para a consulta, já está com um quadro mais crítico. São problemas silenciosos e o paciente só aparece quando algo se agrava como é o caso de começar a ter a diarreia constante ou prisão de ventre. É preciso estar atento”, destacou.

 

O paciente que apresenta o sintoma poderá consultar um nutricionista ou um médico gastroenterologista para que seja feita a pesquisa por meio de exames de sangue e assim, chegar a um diagnóstico. Os centros de Saúde da SES/DF possuem nutricionista. Para o médico especialista, é necessário encaminhamento específico.

 

Causas da produção de gases:

– Lactose (açúcar do leite);
– Frutose (açúcar das frutas);
– Obesidade – a gordura comprime os órgãos, dificuldade de respirar e mastigar;
– Problemas digestivos, ortodônticos e má formação da face;
– Hábito alimentar inadequado – alimentação rica em frituras e produtos embutidos
– Determinadas fibras vegetais e de carboidratos presentes no trigo, aveia, milho e batatas. Normalmente o gás oriundo da fermentação de vegetais tende a ser sem cheiro, enquanto que o resultante da digestão de carnes, mal cheiroso;
– Evitar alimentos como feijão, repolho, brócolis, ovo, cebola, cerveja, vinho-tinto, por exemplo;
– Evitar comer muito rápido ou conversando, mascar chiclete, tomar bebidas com gás, fumar e beber com canudo para evitar a ingestão de ar.

Mais alimentos:
Brócolis, couve-flor, Nabo, cebola crua, alho, rabanete, pepino, batata doce, pimentão verde, melancia, abacate, grão de bico, abacate, mariscos e lentilhas.