Governo do Distrito Federal
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23/07/20 às 16h03 - Atualizado em 23/07/20 às 18h40

Gestantes devem manter o pré-natal mesmo durante a pandemia

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Atendimento a pacientes permanece de forma presencial na Atenção Primária

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Devido à pandemia do novo coronavírus, alguns serviços que eram prestados nas unidade básicas de saúde (UBS) foram pontualmente suspensos para evitar aglomeração. No entanto, os atendimentos às gestantes para o pré-natal, e demais necessidades, estão ocorrendo normalmente em toda a Atenção Primária. A recomendação do Ministério da Saúde é que seja avaliada a situação de cada paciente, de forma pontual e, dependendo do caso, espaçar as consultas para evitar a exposição da gestante ao vírus.

 

Exame é oferecido na Atenção Primária do Distrito Federal – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Em março de 2020, o órgão federal lançou uma nota técnica sobre a importância da continuidade pelas futuras mães do acompanhamento gestacional mesmo no enfrentamento da pandemia pela Covid-19. O atendimento para esse público segue todos os protocolos sanitários vigentes. Ao chegar às UBSs, por exemplo, as gestantes devem aguardar o mínimo possível, evitando aglomerações em salas de esperas.

 

Na Unidade Básica de Saúde 1 da Asa Sul (612 Sul), a estratégia utilizada foi separar as salas e pacientes suspeitos de Covid-19 das rotinas que a unidade precisa realizar normalmente, como o atendimento a crianças, pré-natal e a troca de receita que é muito comum. Além deles, existe a parcela de pacientes crônicos, hipertensos e diabéticos, que não podem ficar sem acompanhamento. São consideradas consultas essenciais para a qualidade de vida do paciente.

 

Cuidados com a saúde devem ser mantidos durante a pandemia de Covid-19 – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Saúde da Mulher

 

Marcus Limeira, médico e gerente da UBS 1, reforça que a unidade tem feito um trabalho em saúde da mulher importante em que o pré-natal e a saúde sexual, como colocação de Dispositivo Intrauterino (DIU), foram preservados e estão acontecendo.

 

“Nossa unidade atende a uma demanda importante, cerca de 180 gestantes mensais, porque o nosso hospital de referência é o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), apesar de estar suspenso por ser, agora, o hospital de referência para a Covid-19, elas estão sendo direcionadas para o Hospital Materno Infantil”, explica.

 

A unidade tem o perfil de atendimento para trabalhadoras que atuam na Asa Sul. Com a pandemia, a equipe observou que algumas pacientes deixaram de ir à unidade. No entanto, em contato com elas, devido ao isolamento, informaram que estão em atendimento nas UBSs próximas das residência. O profissional alerta para a importância do acompanhamento pré-natal e informa que, pelo protocolo do MS, a gestante deve ter no mínimo sete consultas, além de receber as vacinas preconizadas, como a da Influenza, que está disponível na rede pública.

 

Vanessa é atendida na UBS 1 da Asa Sul – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Vanessa Ribeiro, de 28 anos, está grávida de quase 38 semanas. Ela espera um menino, mesmo sendo o segundo filho, sabe da importância do acompanhamento. “Mesmo com a pandemia continuo vindo e tomo todos os cuidados recomendados para nós que é o isolamento e a higiene correta. Para mim não modificou em nada em relação às consultas e  exames. Tenho medo de recebê-lo nesse momento quanto ao hospital”.

 

Organização

 

A Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps) destaca que desde o início da pandemia todas as UBSs tiveram o seu fluxo reorganizado para que todos os atendimentos ocorressem de forma harmônica e sem riscos. A área adotou a estratégia fast-track com dois fluxos definidos. Fernando Érick Damasceno, médico de família e coordenador da área, informa que nenhum tratamento deve ser abandonado por conta da Covid-19.

 

“Organizamos os fluxos para manter a biossegurança e os pacientes em agenda separados dos pacientes com sintomas respiratórios e síndrome gripal com possível suspeita de Covid-19. Com isso, mesmo com as recomendações sanitárias que precisamos respeitar, nós preservamos a carteira de serviços da Atenção Primária”, conclui.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO