Governo do Distrito Federal
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27/05/13 às 13h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Grupo de Adesão promove qualidade de vida a pacientes soropositivos

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Espaço de diálogo sobre aspectos emocionais na aceitação do diagnóstico

Pacientes soropositivos contam um espaço de diálogo sobre aspectos emocionais na aceitação do diagnóstico, resgate da vida afetiva e da autoestima, além de combater as crenças associadas ao HIV/Aids. Criado há mais de 10 anos no Centro de Saúde nº 11 de Brasília, na 905 Norte, o Grupo de Adesão é aberto a pessoas que vivem com o vírus, bem como seus familiares.

O objetivo é a troca de experiências. Os encontros contam com uma equipe multiprofissional formada por médico sanitarista, assistente social, psicólogas e enfermeiros que atuam como mediadores. “Temos experiências positivas de pacientes que acompanhamos durante anos e como encaram o fato de serem soropositivos. Percebemos que após o período de aceitação, o paciente enxerga que pode ter uma vida normal”, afirma o gerente da unidade, o enfermeiro Manuel Luiz. Segundo ele, a privacidade e o sigilo dos pacientes são preservados. “O que foi dito e quem foi visto aqui, fica só entre nós”.

“Esse é um grupo heterogêneo em que as pessoas falam sobre vida, tristezas, angústias, alegrias, comentam sobre as dificuldades familiares e questões afetivas”, define a psicóloga Adriana Duarte. A especialista atua no grupo desde 2005 e também faz atendimento individual. “É muito gratificante, pois percebemos que a pessoa chega sem esperanças, sem saber como vai ser o prognóstico da doença e com o tempo você a vê se reerguendo, fazendo planos, traçando metas”, declara. 

A transexual C., de 40 anos, descobriu ser soropositiva há um ano e três meses. “O vírus mudou minha vida. Você se torna frágil. Fiquei com depressão, parei de comer, gostava de ficar em casa sozinha. Hoje sei lidar mais. Estou me adaptando”, comenta. A paciente voltou a estudar e faz planos. “Resolvi abrir minha mente. Quero atingir meus objetivos”, disse.

O paciente A., 45 anos, também frequenta os encontros desde o ano passado, quando descobriu a doença. “Era uma pessoa muito alegre. Depois que adoeci me senti um lixo. Quando entrei no grupo, estava muito nervoso, só chorava. Agora melhorei bastante, estou mais tranquilo”, relata. O paciente está há quase um ano sem trabalhar e conta que no mês de julho pretende voltar. 

Os encontros do Grupo de Adesão são quinzenais, às quintas-feiras, das 14h às 16h, no CSB 11.

Patrícia Kavamoto