Governo do Distrito Federal
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3/12/13 às 12h12 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Guará investigou 100% dos óbitos fetal e infantil

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Comitê faz parte da estratégia de melhoria na organização da assistência à saúde para a redução das mortes preveníveis

O Comitê Central de Prevenção e Controle do Óbito Fetal e Infantil da SES/DF parabenizou o Hospital Regional do Guará por ter alcançado 100% de investigação de óbito fetal e infantil em 2013* no DF. As regionais do Núcleo Bandeirante (CNBPWRF), São Sebastião, Taguatinga, Asa Sul, Planaltina, Gama e Paranoá, respectivamente, também conseguiram ultrapassar a meta de 75% preconizada pelo Ministério da Saúde.

Na área de cobertura da Regional do Guará, ocorreram 24* óbitos. A Estrutural tem o maior índice desses óbitos. Leila Guimarães, médica pediatra da Diretoria de Atenção Primária à Saúde do Guará (DIRAPS/CGSGu), responsável pelas investigações, afirma preliminarmente que a falta do acompanhamento pré-natal e as consultas de crescimento e desenvolvimento são as principais causas associadas ao óbito.

“Nós proporcionamos o acompanhamento, mas se a mãe não fizer corretamente o pré-natal e após o nascimento, não levar o seu filho às consultas que é de extrema importância, isso pode ser fatal. São nesses momentos que o médico consegue identificar os problemas que o bebê pode ter. Como por exemplo, uma cardiopatia congênita”, afirmou.

A investigação dessas mortes é uma importante estratégia de redução da mortalidade infantil e fetal. O prazo normatizado, pactuado e monitorado para a conclusão da análise dos óbitos é de até 120 dias após a ocorrência do evento. Nesse período, o óbito é lançado no sistema e as investigações ocorrem em três níveis – hospitalar, ambulatorial e domiciliar. No caso do Guará, a referência é o Hospital Regional da Asa Norte.

“Desde o ano passado, contamos com o sistema Tabwin que agilizou e muito as notificações. Não precisamos mais esperar as fichas do hospital chegarem. É tudo on-line e já damos o andamento necessário. Isso melhorou a nossa vigilância”, declarou a médica. Com os dados, a médica já realizou a primeira reunião na Estrutural para discutir as ações e evitar que os óbitos ocorram.

Outro passo importante considerado pela profissional foi a instituição da Rede Cegonha. “O programa estabeleceu uma rede mesmo onde, por exemplo, recebemos do HRAN, nosso hospital referência, o nome de todos os nascidos-vivos. A relação é enviada para os centros de saúde para ver se aquela criança está sendo acompanhada. Se não, a unidade vai à captação daquela mãe para trabalhar a assistência à saúde daquela criança”, afirmou.

O Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal, preconizado pelo Ministério da Saúde, faz parte da estratégia de melhoria na organização da assistência à saúde para a redução das mortes preveníveis, bem como melhoria dos registros sobre a mortalidade. É um importante instrumento de gestão que permite avaliar a qualidade da assistência à saúde prestada à gestante, ao parto e ao nascimento e à criança no primeiro ano de vida, para subsidiar as políticas públicas e as ações de intervenção. Além disso, tem autonomia para avaliar as circunstâncias de ocorrência dos óbitos infantis e fetais, e propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde para sua redução.

Para o Ministério da Saúde, apesar de apresentar queda, a mortalidade pós-neonatal persiste como um problema, mesmo nas regiões mais desenvolvidas do país, já que a maioria das mortes é potencialmente evitável, associadas à desnutrição e doenças infecciosas, principalmente a diarreia e a pneumonia.

Até 2015, o órgão quer reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de cinco anos. Para isso, firmou o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal; o Pacto pela Vida e, mais recentemente, o Programa Mais Saúde. Todos tem a finalidade de contribuir para melhorar o registro dos óbitos e possibilitar a adoção de medidas para a prevenção de óbitos evitáveis pelos serviços de saúde. 

*Dados preliminares.

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226