Governo do Distrito Federal
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1/09/20 às 12h43 - Atualizado em 24/08/21 às 15h01

HIV/Aids

 

A síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) denomina o conjunto de sintomas e infecções resultantes dos danos causados ao sistema imunológico pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Este vírus ataca e destrói principalmente as células de defesa T (CD4), tornando o indivíduo mais vulnerável a desenvolver doenças e infecções oportunistas (pneumocistose, neurotoxoplasmose, tuberculose, entre outras) que, se não tratadas adequadamente, podem provocar sequelas permanentes ou até mesmo a morte.

 

A transmissão do HIV ocorre pelo contato com as secreções sexuais (esperma ou vaginal), com sangue ou da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.

 

Com os avanços obtidos com o desenvolvimento de medicamentos, conhecidos como antirretrovirais, e dos meios de prevenção, diagnóstico e
tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde, é possível intervir na cadeia de transmissão, reduzindo o número de novos infectados e a carga viral das pessoas com HIV a níveis indetectáveis, evitando o desenvolvimento para aids.

 

Métodos preventivos

 

Há várias formas de prevenir a infecção pelo vírus HIV e de adquirir Aids. A rede pública disponibiliza gratuitamente, durante todo o ano, preservativos masculino e feminino e gel lubrificante, em todas as unidades básicas de saúde (UBS). Outra forma de se prevenir do vírus é por meio da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) disponibilizada no Hospital Dia e no Hospital Universitário de Brasília. A PrEP é indicada para populações em situação de maior vulnerabilidade e que tenham práticas de maior risco para infecção pelo HIV.

 

Também está disponível em toda a rede a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV com o uso de medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, por meio da exposição ocupacional, no caso de profissionais de saúde, por exemplo, ou pela exposição sexual ocorrida em casos de sexo sem camisinha ou de violência sexual.

 

Na prevenção da transmissão vertical, existe a profilaxia durante o parto, quando necessário e, de acordo com a carga viral da gestante, realiza-se a profilaxia no bebê. Toda puérpera, após o nascimento do filho, recebe o leite especial para os bebês durante o primeiro ano de vida. É importante destacar que essas mães não podem amamentar.

 

 

Dados estatísticos

 

 

 

Dados por Região Administrativa

 

HIV:

Aids:

 

 

Atendimento na rede pública

 

O Distrito Federal possui oito unidades públicas para tratamento de pessoas portadoras do vírus HIV, ou diagnosticadas com Aids – doença causada pelo vírus. Os Serviços de Atendimento Especializado em HIV/Aids (SAEs) são centros de tratamento exclusivo para adultos, gestantes e crianças expostas ao HIV. São nesses locais que os pacientes são acompanhados e fazem o tratamento.

 

No SAE HIV/Aids, o paciente passa por consulta com médico especialista, que faz a prescrição do esquema terapêutico adequado a cada caso, seguindo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para Manejo da Infecção pelo HIV em adultos ou em crianças e adolescentes. Em todos os SAE HIV/Aids há uma Unidade Dispensadora de Medicamentos Antirretrovirais (ARV).

 

 

Quando procurar atendimento

 

O usuário que realiza o teste de HIV nas unidades básicas de saúde ou no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto, e que tem um exame positivo e diagnóstico confirmado, será encaminhado para um Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV/Aids.

 

O Hospital Dia é um serviço de referência. Por isso, os pacientes são encaminhados por algum profissional de saúde da Atenção Primária (UBSs), CTA e hospitais, quando o paciente é diagnosticado em hospitais.

 

Saiba mais

 

(CID 10: Infecção pelo HIV – Z21; B20-B24, Aids – B20; B21; B22; B24, Gestante HIV – Z21 e Criança exposta ao HIV – Z20.6)

 

 

O que é janela imunológica?

 

Janela imunológica é o intervalo de tempo decorrido entre a infecção pelo HIV até a primeira detecção de anticorpos anti-HIV produzidos pelo sistema de defesa do organismo. Na maioria dos casos, a duração da janela imunológica é de 30 dias. Porém, esse período pode variar, dependendo da reação do organismo do indivíduo frente à infecção e do tipo do teste (método utilizado e sensibilidade).

Se um teste para detecção de anticorpos anti-HIV é realizado durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de gerar um resultado não reagente, mesmo que a pessoa esteja infectada. Dessa forma, recomenda-se que, nos casos de testes com resultados não reagentes em que permaneça a suspeita de infecção pelo HIV, a testagem seja repetida após 30 dias com a coleta de uma nova amostra.

É importante ressaltar que, no período de janela imunológica, o vírus do HIV já pode ser transmitido, mesmo nos casos em que o resultado do teste que detecta anticorpos anti-HIV for não reagente.


Como ocorre a transmissão do HIV/Aids?

 

Assim pega:
• Sexo vaginal sem camisinha.
• Sexo anal sem camisinha.
• Sexo oral sem camisinha.
• Uso de seringa por mais de uma pessoa.
• Transfusão de sangue contaminado.
• Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação.
• Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

 

Assim não pega:
• Sexo com uso correto da camisinha.
• Masturbação a dois.
• Beijo no rosto ou na boca.
• Suor e lágrima.
• Picada de inseto.
• Aperto de mão ou abraço.
• Sabonete/toalha/lençóis.
• Talheres/copos.
• Assento de ônibus.
• Piscina.
• Banheiro.
• Doação de sangue.
• Pelo ar.


Intervenções Estruturais

 

São ações voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos ou grupos sociais específicos ao HIV, envolvendo preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de alienação dos direitos e garantias fundamentais à dignidade humana.

Podemos enumerar como exemplos: ações de enfrentamento ao racismo, sexismo, LGBTfobia e demais preconceitos; promoção e defesa dos direitos humanos; campanhas educativas e de conscientização.

 

Intervenções Biomédicas

 

São ações voltadas à redução do risco de exposição, mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Essas estratégias podem ser divididas em dois grupos: intervenções biomédicas clássicas, que empregam métodos de barreira física ao vírus, já largamente utilizados no Brasil; e intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais (ARV).

 

Como exemplo do primeiro grupo, tem-se a distribuição de preservativos masculinos e femininos e de gel lubrificante. Os exemplos do segundo grupo incluem o Tratamento para Todas as Pessoas – TTP; a Profilaxia Pós-Exposição – PEP; e a Profilaxia Pré-Exposição – PrEP.

 

Intervenções comportamentais

 

São ações que contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV e para sua consequente redução, mediante incentivos a mudanças de comportamento da pessoa e da comunidade ou grupo social em que ela está inserida.

 

Como exemplos, podem ser citados: incentivo ao uso de preservativos masculinos e femininos; aconselhamento sobre HIV/aids e outras IST; incentivo à testagem; adesão às intervenções biomédicas; vinculação e retenção nos serviços de saúde; redução de danos para as pessoas que usam álcool e outras drogas; e estratégias de comunicação e educação entre pares.


Representação gráfica da Prevenção Combinada

 

A melhor técnica de evitar a Aids / HIV é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção, aplicadas em diversos níveis para responder as necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e de determinadas formas de transmissão do HIV.

 

Uma das maneiras de pensar a Prevenção Combinada é por meio da “mandala”. O princípio da estratégia da Prevenção Combinada baseia-se na livre conjugação dessas ações, sendo essa combinação determinada pelas populações envolvidas nas ações de prevenção estabelecidas (população-chave, prioritária ou geral) e pelos meios em que estão inseridas.

 

Populações-chave

 

A epidemia brasileira é concentrada em alguns segmentos populacionais que, muitas vezes, estão inseridos em contextos que aumentam suas vulnerabilidades e apresentam prevalência para o HIV superior à média nacional, que é de 0,4%. Essas populações são:

  • Gays e outros HSH.
  • Pessoas trans.
  • Pessoas que usam álcool e outras drogas.
  • Pessoas privadas de liberdade.
  • Trabalhadoras do sexo

 

Populações prioritárias

 

  • São segmentos populacionais que possuem caráter transversal e suas vulnerabilidades estão relacionadas às dinâmicas sociais locais e às suas especificidades. Essas populações são:

  • População de adolescentes e jovens.

  • População negra.

  • População indígena.

  • População em situação de rua


Pré-natal

 

  • Durante a gestação e no parto, pode ocorrer a transmissão do HIV (vírus causador da aids), e também da sífilis e da hepatite B para o bebê. O HIV também pode ser transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes, e também suas parcerias sexuais, devem realizar os testes para HIV, sífilis e hepatites durante o pré-natal e no parto.

  • O diagnóstico e o tratamento precoce podem garantir o nascimento saudável do bebê. Informe-se com um profissional de saúde sobre a testagem.


Quais são os sintomas?

 

  • Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Esse período varia de três a seis semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.
  • A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.
  • Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico) que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
  • A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, procure uma unidade de saúde imediatamente, informe-se sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e faça o teste.