Governo do Distrito Federal
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13/07/15 às 18h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Hmib inicia interrupção do atendimento emergencial

Primeiro dia de suspensão ocorre sem transtornos

BRASÍLIA (13/07/15) – Pacientes que precisam de atendimento na emergência pediátrica do Hospital Materno Infantil (Hmib) deverão se dirigir a outras unidades da rede pública de saúde, em especial ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O remanejamento, que começou nesta segunda-feira (13) e se estenderá até o dia 19 de julho, ocorre em função de reparos na parte elétrica.

De acordo com a diretora do Hmib, Martha Gonçalves, o primeiro dia de suspensão dos serviços foi considerado tranquilo. Apesar da ampla divulgação, algumas mães que chegaram ao hospital ainda não sabiam da mudança no atendimento. Elas foram encaminhadas para unidades próximas, como o Hran, onde há reforço de pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem, dependendo da demanda e a escala dos profissionais.

“Esse serviço já estava programado para este período, porque, além da baixa sazonalidade de circulação de vírus respiratórios, temos as férias escolares, momento em que muitas crianças viajam para outros estados. Isso repercute numa menor busca de atendimento em pronto-socorro, ou seja, é o melhor momento para interromper o serviço”, destacou Martha Gonçalves.

A estatística de atendimento mensal comprova a tendência de baixa no quantitativo de pacientes que buscam o pronto-socorro no meio do ano. Em 2015, foram de 5.050 em maio, caindo para 4.414 em junho. Já em 2014, em maio foram 8.725, 6.409 em junho e 5.611 em julho.

A previsão é que o Pronto-Socorro, que possui 20 boxes, volte a funcionar normalmente, no máximo, até a próxima segunda-feira (20). De acordo com a diretora, a manutenção não afetará as alas de A e B, onde há 60 leitos de internação. Com isso, o Hmib poderá receber pacientes transferidos de outras unidades.

Normalmente, atuam três pediatras no Hmib, sendo dois no pronto-socorro e um no setor de internação.

MANUTENÇÃO – O engenheiro civil que está coordenando os reparos, Jorge Salomão, explica que haverá a troca do quadro e dos cabos principais de energia, já que o bloco da Emergência foi construído em 1984 e a fiação não atende os padrões atuais.

“Estamos realizando o serviço com base em especificações e normas atuais para garantir a segurança elétrica no hospital. Esses disjuntores estão antigos e falhando, além do cabeamento que é velho, o que traz riscos que incluem até a queima de aparelhos e também o consumo excessivo de energia”, esclareceu.

Segundo ele, antes de reabrir o setor, a nova fiação e quadro ficarão em funcionamento para teste por 24 horas.