Governo do Distrito Federal
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29/04/21 às 20h26 - Atualizado em 29/04/21 às 20h26

Hospitais de Campanha geram economia aos cofres do DF

Proposta vencedora apresenta economia de R$ 81 mil em relação ao preço estipulado no Projeto Básico de contratação dos hospitais

 

GUILHERME PEREIRA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

A Secretaria de Saúde está perto de ampliar em grande escala a oferta de leitos com suporte ventilatório pulmonar (LSVP) para tratar pacientes de Covid-19 em estado grave, por meio da mobilização de três hospitais de campanha. As obras nas três unidades já foram finalizadas e, na última semana, a empresa responsável pela gestão das unidades formalizou o contrato dos três hospitais.

 

Estrutura montada no Estádio Bezerrão, no Gama – Foto: Kiko Paz

A Mediall Brasil ficará responsável pelo gerenciamento técnico e assistência multiprofissional das unidades. O contrato celebrado em 22 de abril de 2021 também prevê a manutenção e o fornecimento de insumos necessários para o funcionamento dos equipamentos, além do atendimento aos pacientes. A contração da empresa foi feita por meio de um processo de dispensa de licitação emergencial, com base no estado de calamidade pública no âmbito da saúde do Distrito Federal (Decreto Distrital nº 41.882).

 

Na primeira convocação de fornecedores, três empresas apresentaram propostas para a gestão dos hospitais de campanha. Porém, por solicitação da própria área técnica, a convocação foi revogada para alterações e adequações do Projeto Básico, onde foram esclarecidos os tipos de leito a serem utilizados, as diferenças entre os leitos de UTI e de suporte ventilatório pulmonar e o preço a ser pago pela diária dos leitos a serem contratados.

 

Após a republicação do Projeto Básico, duas empresas apresentaram novas propostas, sendo habilitada a proposta com valor de diária por leito igual a R$ 3.692,60, que ficou abaixo do estimado pela pasta, gerando uma economia de 81 mil reais para os cofres públicos no valor total da contratação.

 

Com base nos parâmetros do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), uma diária de leito de UTI Covid nos hospitais da rede privada de saúde tem valores que superam em até 50% o valor da proposta vencedora.

 

Interior do novo hospital de campanha do Gama – Foto: Kiko Paz

As obras nos hospitais de campanha já estão finalizadas. As unidades ficarão montadas na Região de Saúde Central (Autódromo de Brasília), na Região de Saúde Oeste (Ceilândia) e na Região de Saúde Sul (Estádio Bezerrão).

 

Leitos

 

A oferta geral será de 300 leitos, 100 por unidade. Por meio desta oferta, a Secretaria pretende zerar a lista de espera por leitos de UTI Covid no Distrito Federal e também retomar plenamente a realização de cirurgias eletivas.

 

De acordo com o Projeto Básico, o pagamento será feio por diária de LSVP com terapia renal substitutiva beira-leito, que quando estão em estruturas hospitalares fixas, podem ser tratados como leitos de Terapia Intensiva, como explica o Subsecretário de Assistência Integral à Saúde, Alexandre Garcia.

 

“Nosso trabalho foi amparado por um programa de gestão do Ministério da Saúde que precifica as diárias de leitos de UTI aqui em Brasília em R$3.964 a diária. O que temos que esclarecer é que um leito de UCI não prevê ventilador mecânico, não prevê drogas vasoativas e nem diálise à beira leito. Os leitos que estamos contratando preveem tudo isso, portanto têm valores equiparados aos leitos de UTI”, afirma o subsecretário.

 

Apesar de conter todo o suporte necessário a um paciente de Covid-19, uma normativa do Ministério da Saúde impede que leitos mobilizados em Hospitais de Campanha sejam tratados formalmente como “leitos de UTI”, por essas unidades não possuírem centro cirúrgico.