Governo do Distrito Federal
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4/10/19 às 9h00 - Atualizado em 4/10/19 às 16h07

Hospital Regional do Guará realiza oficina pioneira em fisioterapia neurológica

Atividade acontece sempre na primeira sexta-feira de cada mês

 

A Unidade de Medicina Fisiátrica do Hospital Regional do Guará (HRGu) realiza um trabalho inédito em Fisioterapia Neurológica na rede pública de saúde do Distrito Federal. A Oficina de Reabilitação Neurofuncional que acontece, nesta sexta-feira, no auditório do hospital, busca recuperar especificamente pacientes que tiveram lesões encefálicas como, por exemplo, acidente vascular cerebral (AVC), Parkinson e traumatismo craniano.

 

A oficina é uma atividade aberta a todos da lista de espera que tenham lesão encefálica e acontece na primeira sexta-feira de cada mês.

 

O setor atende pacientes de nove regiões administrativas do DF e, recentemente, iniciou o trabalho na área das lesões neurais com uma profissional específica para a área. Rosângela Porto é a autora do projeto e organiza a rotina e a fila de espera com encontros mensais.

 

O trabalho na oficina objetiva conhecer pessoalmente os pacientes, ordenar a lista de espera e otimizar o espaço e o tempo, além de analisar quem pode realizar o exercício conjunto. O encontro, segundo Rosângela, também busca proporcionar ao acompanhante e ao familiar o conhecimento do exercício para ajudar o paciente a fazer em casa, bem como a prevenção das lesões encefálicas para os familiares.

 

A especialista considera fundamental a participação da família no processo de reabilitação e no treinamento prático, em casa, do que é ensinado na oficina. Além dos exercícios, a profissional também mostrou os diferentes tipos de recursos auxiliares de marcha, como muletas, andador e bengalas, para ajudar a andar e como devem ser utilizados.

 

DEMANDA – “Neste projeto, focamos nas paralisias provocadas pelas lesões cerebrais. Entram, aí, as lesões provocadas por Acidente Vascular Cerebral, mal de Parkinson, Alzheimer, traumatismo craniano e doenças degenerativas. As oficinas buscam otimizar a nossa demanda e diminuir o tempo de espera do paciente porque, quanto mais tempo demora, pior é a recuperação. O foco, hoje, foi o fortalecimento muscular nas lesões que impactaram na maneira da andar. Então, treinamos a marcha”, destaca.

 

De acordo com a profissional, da sua lista de 96 pacientes, 90 possuem lesão provocada por AVC, a maioria isquêmicos, ou seja, causados por gordura no sangue e que poderiam ser prevenidos. Ela orienta a todos que participam do encontro que, aliado ao tratamento, é necessário adotar hábitos de vida saudáveis, principalmente no que se refere à alimentação.

 

Na sua caminhada profissional, já teve pacientes confinados a uma cadeira de rodas que voltaram a andar, por exemplo, a partir dos exercícios realizados.

 

Maria de Fátima Pereira da Silva é uma paciente que serve de exemplo. Em sua primeira oficina, já conseguiu ficar em pé. Vítima de AVC, passou cinco meses na UTI e teve de sair do hospital numa cadeira de rodas.

 

Há pouco mais de um mês da alta, o filho Antônio Francisco Pereira Machado comemora esse avanço. “Foi triste vê-la numa situação assim, mas esse tratamento me deu esperança. Eu já ajudava em casa e, mesmo sem saber, fiz alguns movimentos com ela e acredito que contribuí para ela levantar aqui”, declarou, animado.

 

Para entrar na lista de espera os pacientes devem ser encaminhados pelo médico e ter o cartão do SUS da região administrativa coberta pela unidade de abrangência. São elas: Vicente Pires, Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Park Way, Lúcio Costa, Estrutural e Guará I e II.

 

Érika Bragança, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF