Governo do Distrito Federal
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27/04/17 às 21h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

HRGu promove visita educativa sobre Segurança do Paciente

Unidade formou comitê para discutir e adotar soluções relacionadas ao tema

BRASÍLIA (27/4/17) – No mês da Segurança do Paciente, o Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) do Hospital Regional do Guará (HRGu) realizou uma ação educativa com os servidores da unidade. O núcleo visitou cada setor para ressaltar as seis metas internacionais estabelecidas pela resolução. Há quatro anos, o Ministério da Saúde definiu as políticas do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013. Desde então, a Secretaria de Saúde do DF trabalha o tema junto às áreas técnicas da rede.

A unidade concretizou capacitações, roda de conversa e conseguiu formar o Comitê de Gestão de Risco, que se reúne mensalmente para discutir as situações que envolvem o tema, além de buscar soluções práticas do dia-a-dia e melhorias à assistência ao paciente. Segundo Cristiane Mamede, chefe do NQSP, hoje há um envolvimento maior no processo de adequação às normas e implantação de metas estabelecidas. De acordo com Mamede, havia muita resistência ao trabalho da unidade.

“Assim que foi lançado, havia uma resistência do servidor porque acreditava que o nosso trabalho com o colega não era de cooperação, mas sim de fiscalização. Atualmente, com as visitas educativas e conversas com o projeto Roda de Conversas, conseguimos reverter essa visão distorcida. Buscamos sempre a parceria e que todos cooperem proativamente para que o paciente esteja seguro. Além disso, impacta diretamente no trabalho do servidor porque há uma mudança de processo de trabalho e cultura”, declarou.

A Segurança do Paciente possui os protocolos prontos conforme cada meta. A partir disso, é feito um Procedimento Operacional Padrão (POP) para que seja alcançada a melhoria dos processos de trabalho interno. São seis metas apenas a serem alcançadas, preconizadas pela OMS. No entanto, o NQSP trabalha de forma mais abrangente com metas que envolvem a realidade do HRGu e suas unidades assistenciais como a nutrição e hemotransfusão.

“No caso da hemotransfusão, o HRGu não possui unidade de banco de sangue. Portanto, é de extrema importância que os profissionais estejam treinados para esse processo de transfusão de sangue. Nossa referência é o Hran e quando necessitamos, ou temos que levar o paciente ou temos que buscar as bolsas de sangue”, afirmou Mamede.

Rosemary Caldas, do Núcleo de Nutrição e Dietética, declarou que a nutrição desenvolveu também o POP 01/2016. A norma determina os passos desde o preparo à administração e infusão das dietas enterais com objetivo de evitar intercorrências e controlar possíveis problemas que podem repercutir de forma negativa na assistência ao paciente. “Um erro pode interferir, por exemplo, no estado nutricional bem como ser um risco de contaminação ao paciente. Estamos programando uma capacitação com o Núcleo de Enfermagem sobre a norma”, afirmou Caldas.

Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e, em particular, os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente), representam uma elevada morbidade e mortalidade nos sistemas de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS), demonstrando preocupação com a situação, criou a World Alliance for Patient Safety (Aliança Mundial pela Segurança do Paciente) que tem como objetivos organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e diminuir os eventos adversos.

As ações do PNSP articulam-se com os objetivos da Aliança Mundial e contemplam demais políticas de saúde para somar esforços aos cuidados em redes de atenção à saúde.