Governo do Distrito Federal
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20/04/18 às 13h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

HRT ganha Central de Quimioterapia

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Produção da central atenderá toda a rede pública de saúde. Foto: Matheus Oliveira

 

 

A primeira Central de Quimioterapia do Hospital Regional de Taguatinga foi inaugurada nesta sexta-feira (20). Na estrutura, serão produzidas as preparações de quimioterápicos para pacientes com câncer e outras patologias atendidos nos hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

 

O investimento foi de R$ 1,190 milhão, sendo R$ 700 mil oriundos de verba de hospital de ensino, R$ 400 mil de manutenção predial, além de R$ 90 mil de emenda parlamentar para a aquisição dos refrigeradores que armazenarão os medicamentos quimioterápicos.

 

“Esse ambiente está de acordo com todas as normas sanitárias e permitirá a preparação de 140 quimioterápicos diariamente. Com essa entrega, vamos avançar na melhoria do atendimento de pacientes com câncer e outras doenças que necessitam desse atendimento no Distrito Federal”, disse ao governador, em visita à unidade.

 

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, citou que outras medidas têm sido tomadas para a área de oncologia. Segundo ele, a pasta fez um acordo judicial que ampliará a capacidade de radioterapia de aproximadamente 150 para 294 vagas por mês. A ação permitirá, em cerca de seis meses, zerar a fila pela terapia, que já foi reduzida nesta gestão de 1 mil para cerca de 300 pessoas – uma queda de 70%.

 

Fonseca listou ainda a contratação de pessoal, que foi liberada pela Justiça nesta semana, para o Instituto Hospital Base (IHB). A partir da próxima semana, os novos trabalhadores atuarão no atendimento tanto dos pacientes das filas de oncologia clínica, quanto da radioterapia.

 

“Com 180 consultas de primeira vez no Hospital de Base, somada a essa unidade de quimioterapia do Hospital de Taguatinga funcionando e a ampliação da radioterapia, teremos condições de ter a fila zerada constantemente até o meio do ano e cumprir a legislação dos 60 dias”, disse o secretário, ao se referir à Lei nº 12.732/12, que estabeleceu que o primeiro tratamento oncológico no SUS deve se iniciar no prazo máximo de 60 dias.

 

CENTRAL DE QUIMIOTERAPIA – Na unidade, são feitas as preparações de quimioterápicos. A substância é injetada na veia do paciente, por isso, é necessário garantir que não ocorra contaminação da solução.

 

Para isso, a estrutura possui portas com sistema de intertravamento e pressão negativa para evitar a entrada de partículas estranhas no ambiente. Além disso, possui quatro capelas de fluxo laminar, equipamentos que garantem 100% de segurança para não haver contaminação.

 

A obra foi iniciada após aprovação da nova planta pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal com recursos de contrapartida do Hospital Ensino e o credenciamento do hospital pelo Ministério da Saúde como Unidade de Alta Complexidade (Unacom).

 

ESTRUTURA FÍSICA – O local conta com salas de paramentação inicial, de lavagem com pia lava olhos e chuveiro de emergência, de paramentação para a manipulação, de manipulação contendo duas cabines de fluxo laminar, de atividade administrativa e armazenagem contendo computadores, além de impressora e armários para medicamentos e materiais de consumo e um refrigerador exclusivo para quimioterápicos.

 

ATIVIDADES – A equipe da central conta com seis farmacêuticos, dois técnicos de enfermagem e um auxiliar operacional de serviços diversos na área de farmácia.

 

As soluções quimioterápicas preparadas atendem, além da oncologia, as áreas de hematologia, doenças autoimunes, reumatologia e tratamento para Aids. Também serão prestados atendimentos ao Serviço de Referência de Doenças Trofoblásticas, do Hran, e de Doenças Degenerativas Oftalmológicas.

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde

 

HRT ganha central Quimioterapia