Governo do Distrito Federal
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9/05/16 às 22h02 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

HRT promove primeira palestra sobre segurança do paciente

O evento buscou aproximar os profissionais dos temas abordados

BRASÍLIA (9/5/16) – O Hospital Regional de Taguatinga promoveu, nesta segunda-feira (9), a I Palestra sobre Notificação de Eventos Adversos e Segurança do Paciente. O encontro, que reuniu 28 pessoas, abordou, entre outros pontos, a cultura da não punição dos profissionais e os aspectos legais pós evento adverso.

Os eventos adversos (EAs) são complicações indesejadas decorrentes do cuidado prestado aos pacientes, não atribuídas à evolução natural da doença de base. A chefe do chefe do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP/HRT), Lara Boeckmann, explica que a palestra buscou, nesse primeiro momento, aproximar os profissionais dos temas abordados.

“Temos a intenção de trazer os esclarecimentos sobre cuidados aos pacientes a todos os profissionais e também aos próprios usuários e acompanhantes. O trabalhador de hoje pode ser o paciente de amanhã”, conclui.

Alguns fatores favorecem a ocorrência dos eventos adversos, destacando-se a idade dos pacientes, a gravidade do quadro clínico inicial, a existência de outras doenças, a duração e a intensidade do cuidado prestado, a fragmentação da atenção à saúde, a sobrecarga de trabalho, as falhas de comunicação, a introdução de novas tecnologias e o atendimento de urgência.

Para notificar o evento adverso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza, online, o Notivisa, Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância, no qual são preenchidos dados desde o tipo de medicamento utilizado no tratamento, por exemplo, até se houve algum acidente ou falha no processamento de dados. “O reconhecimento do evento adverso e sua notificação são importantes instrumentos para que o paciente seja mais bem cuidado e não tenha complicações”, conclui Lara.

A presença de EAs deve ser interpretada como decorrente de falências nos sistemas técnicos e organizacionais relacionados à atenção à saúde e não como resultado de ações isoladas praticadas por profissionais incompetentes. Por isso, punir os profissionais pode gerar atitudes de medo e desconfiança, o que não contribui para a prevenção dos eventos e pode induzir à ocultação das falhas, “daí a importância de saber reconhecer um EAs e notificá-los como uma oportunidade de aprimoramento a segurança dos pacientes”, finaliza Lara.