Governo do Distrito Federal
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23/09/16 às 17h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

ICDF ultrapassa número de transplantes de 2015

Foram 211 pacientes beneficiados até o nono mês deste ano, enquanto em 2015 foram 210 nos 12 meses

BRASÍLIA (23/9/16) – Com a realização de 211 transplantes até o nono mês deste ano, o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) já ultrapassou o número total de procedimentos realizados ao longo de 2015, quando houve 210 operações. Para comemorar a marca, mais de 200 pacientes compareceram à Esplanada do Ministérios em um ato de celebração pela vida. No local, 764 balões representavam todos os transplantes realizados desde 2009, ano em que o ICDF foi instituído.

“Não existe transplante sem o primeiro passo, que é a doação. Para quem quer se tornar um doador, o principal registro é dizer para família que quer ser um doador, que pode ajudar até oito pessoas a viver”, disse a superintendente do ICDF, Núbia Vieira, ao ressaltar que 95% dos pacientes atendidos são do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para ela, o sucesso do transplante no DF é atribuído aos doadores, ao Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Distrito Federal que possibilitam o financiamento da cirurgia e fazem a interface com o paciente, bem como outras entidades, como Samu, Corpo de Bombeiro e Força Aérea Brasileira que auxiliam no deslocamento de pacientes para serem transplantados e órgãos. “Nossa equipe também é muito comprometida. Nós fizemos 11 transplantes em um final de semana”, complementou.

Núbia também ressaltou que o ICDF se tornou referência no país. Por isso, muitos pacientes vêm de outros estados para conseguir o tratamento. Apesar disso, a média de espera por um órgão é de três meses, enquanto em outras unidades da federação é de aproximadamente um ano, o que pode comprometer a vida de quem está na fila.

Aroldo José da Silva, 57 anos, veio do Mato Grosso do Sul em busca de um coração novo. O caminhoneiro abandonou o lar e o emprego para lutar pela vida. Há sete meses, após o transplante, o paciente comemora uma vida nova.

“Quando o telefone tocava, eu sempre pensava que era para receber a notícia de que eu teria um coração novo. Graças à Deus, cinco meses depois consegui. Fui transplantado. Posso dizer que nasci de novo”, comemorou.

De acordo com Núbia, o ICDF está entre os cinco hospitais do país que mais realizam transplantes de coração. Durante o acumulado dos anos, foram 151 procedimentos. Um deles contribuiu para salvar a vida do pequeno do Douglas Santos, 3 anos. À época, ele tinha apenas um ano e meio de vida.

“Meu filho nasceu com problemas no coração. Eu morava em Rondônia e vim para Brasília procurar tratamento. Achei que meu filho não iria viver mais e já estava sem esperança, mas em três meses conseguimos. Hoje, divulgo para as pessoas que é importante doar órgãos”, disse a mãe do garoto, Aparecida dos Santos, 32 anos.

DADOS – O Instituto de Cardiologia realizava apenas transplantes de coração. A partir de 2013, houve a ampliação de procedimentos para fígado. Hoje, também são contemplados rim, medula óssea (autólogo, halogênico aparentado e não aparentado), e córnea e está renovando a validação para pulmão.

No acumulado dos anos, os órgãos mais transplantados foram fígado (238), coração (151), medula óssea (140), rim (126), córnea (108) e pulmão (2). A meta é fechar 2016 com 800 procedimentos.

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