Governo do Distrito Federal
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1/02/19 às 13h43 - Atualizado em 1/02/19 às 17h56

IHB adquire aparelhos para broncoscopia, endoscopia e colonoscopia

 

O Instituto Hospital de Base (IHB) recebeu oito novas torres para exames de broncoscopia, endoscopia e colonoscopia, regulados e de emergência. Também foram adquiridos dez tubos de endoscopia digestiva alta e seis de colonoscopia, que serão usados no ambulatório do instituto, no pronto-socorro e no centro cirúrgico.

 

O equipamento, de última geração, é o que existe de mais moderno no cenário hospitalar. Essa tecnologia vai permitir dobrar, inicialmente, o número de exames realizados, podendo até triplicar o volume, nos próximos meses.

 

O serviço de broncoscopia do IHB é o único da rede pública do Distrito Federal. Funciona 24 horas atendendo à população local, do entorno e de outros estados como Bahia, Goiás e Mato Grosso. Segundo o médico broncoscopista Eduardo Felipe, os ganhos com os novos aparelhos serão inúmeros: “Os pacientes com câncer de pulmão, por exemplo, poderão contar com uma tecnologia mais eficiente. Também aumentaremos a quantidade de exames, com chances de dobrar o número atual de 6 para 12 por dia”, ressalta o especialista.

 

O médico ainda destaca que a tecnologia Narrow Band Imaging (NBI) gera uma imagem mais definida, principalmente para verificar lesões cancerígenas. O equipamento ainda será empregado nos tratamentos pulmonares de tuberculose, hemorragia e para aspirar corpos estranhos que entram pela via aérea, podendo sufocar crianças e adultos. “Nesses casos, um atendimento rápido pode salvar a vida de uma pessoa”, alerta Eduardo Felipe.

 

AVANÇOS – A novidade também chegou à gastroenterologia e proctologia, com expectativa de realizar até 35 exames de endoscopia, colonoscopia e outros da área digestiva, por turno. Antes, eram feitos apenas seis, e ainda era necessário deslocar o equipamento do ambulatório para o centro cirúrgico a fim de atender aos pacientes internados.

 

De acordo com o chefe da gastroenterologia do IHB, José Eduardo Trevisolli, a equipe dispunha de apenas três torres completas com tecnologia anterior, usadas para exames de endoscopia digestiva alta e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).

 

“Para fazer exames de urgência, tínhamos que deslocar o aparelho para o centro cirúrgico ou o pronto-socorro. Por causa da longa distância, o número de exames ambulatoriais diminuía, o aparelho se desgastava mais rápido e ainda corria o risco de sofrer eventuais acidentes durante o percurso”, lembra o médico.  “Agora que as novas torres estão alocadas nos locais estratégicos, o volume de exames vai aumentar consideravelmente”, analisa Trevisolli.

 

O médico afirma que a tecnologia avançada vai permitir que os especialistas consigam identificar lesões tumorais de forma precoce, possibilitando o diagnóstico em fase inicial e um tratamento eficaz. Isso evitará a progressão da doença e procedimentos mais caros, pois isso gera maior morbidade para o paciente e custo mais alto para a rede pública de saúde. “Se a equipe consegue retirar um tumor de estômago precoce endoscopicamente, evita-se um futuro tratamento de quimioterapia ou uma cirurgia oncológica mais complexa”, conclui.

 

 

Da Ascom/IHB

Foto: Ascom/IHB