Governo do Distrito Federal
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7/06/16 às 19h15 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Índice de qualidade das amostras do teste do pezinho é de 99,4% no DF

Profissionais da rede pública são treinados constantemente para evitar falhas na coleta

 BRASÍLIA (3/6/16) – Na semana em que foi celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal comemora a data com um índice de qualidade das amostras para realizar o exame que atinge 99,4%. Além de possuir o indicador, a unidade da federação é a única do Brasil que oferece o teste ampliado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, são identificadas até 31 doenças em recém-nascidos, 25 patologias a mais do que é preconizado pelo Ministério da Saúde.

“Conquistar esse indicador é muito importante para nós. Em 2013, o número era de 99,16%. Com amostras de qualidade, podemos garantir o resultado correto dos testes. Caso a criança nasça com alguma patologia, quanto mais precocemente for diagnosticada, mais chances ela terá de fazer o tratamento e ter uma vida normal”, destacou o assessor técnico da área da Genética Bioquímica do Laboratório de Triagem Neonatal do Hospital de Apoio de Brasília, Joselito Santos.

Joselito Santos esclarece que, em geral, os laboratórios têm indicadores de Limite Aceitável de Erro (LAE) entre 1% e 5%. “Nós temos 99,4% de amostras boas e apenas 0,6% que não atingem o padrão estipulado e precisam ser coletadas novamente, ou seja, o número está ótimo, em relação ao aceitável”, explicou o assessor técnico.

O Programa Nacional do Controle de Qualidade tem um Limite Aceitável de Erro entre 1% e 3% do total das amostras. Além do Laboratório que faz as análises, localizado no Hospital de Apoio, ser avaliado pelo programa, possui outros dois controles externos internacionais: CDC de Atlanta, que é considerado o mais eficiente do mundo na triagem neonatal; e Sociedade de Clínica Química da Argentina.

AÇÕES – A coordenadora do Programa de Triagem Neonatal do DF, Juliana Thomas, informa que o indicador é resultado do treinamento realizado mensalmente para garantir que a coleta adequada das amostras. Apenas em 2015, quase 200 enfermeiros, técnicos de laboratório e de enfermagem foram capacitados “O teste não é igual aos outros. O sangue é retirado do calcanhar do recém-nascido. Existe uma técnica para proceder para extrair uma quantidade suficiente para preencher cartão. Além disso, o bebê precisa estar em condições biológicas”, afirmou.

Nas unidades da Secretaria de Saúde, a coleta dos exames também ocorre quase exclusivamente dentro das maternidades. “Isso é muito importante porque garantimos que todas as crianças realizem o teste. Não temos controle apenas das mães que tiveram filho no Entono ou em hospitais particulares, mas elas também podem fazer o teste gratuitamente na rede pública do DF”, disse Joselito, ao informar que mais de 4,5 mil crianças são submetidas, mensalmente, ao teste do pezinho no Distrito Federal.