Governo do Distrito Federal
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10/11/20 às 21h49 - Atualizado em 11/11/20 às 10h19

Inquérito epidemiológico vai avaliar situação da Covid-19 no DF

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Saúde vai aplicar 10 mil testes para saber se uma segunda onda da Covid-19  pode ou não chegar no DF

 

AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

 

Um inquérito epidemiológico será realizado, a partir da próxima semana, pela Secretaria de Saúde, para avaliar o índice de transmissibilidade e a circulação da Covid-19 em todas as 33 regiões administrativas do Distrito Federal. Para o inquérito serão aplicados 10 mil testes rápidos cujos resultados devem ser conhecidos ao final da segunda quinzena de dezembro. A pesquisa dará ao Governo do Distrito Federal subsídios para identificar eventuais riscos de uma segunda onda de coronavírus e adotar novas medidas de prevenção e combate à pandemia.

 

A pesquisa faz parte do “Plano Estratégico de Combate ao Coronavírus no Distrito Federal – Ações de Enfrentamento 2020-2021”, anunciado pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, em coletiva à imprensa realizada nesta terça-feira (10). Conforme o plano, o inquérito será feito por meio de amostragem e por sorteio. Ao todo, serão feitos três sorteios para determinar as pessoas que farão a testagem e os locais dos testes.

 

O primeiro sorteio vai escolher 30 conglomerados em cada Região Administrativa onde as equipes de saúde farão os testes. O segundo vai determinar sete casas em cada conglomerado. O último sorteio vai definir o morador de cada residência que vai passar pela testagem. Só serão testados maiores de 18 anos.

 

Pesquisar para agir com rapidez

 

Osnei Okumoto explicou que, com essa pesquisa, será possível ter uma noção clara de como o vírus circulou e qual o comportamento que ele terá, futuramente, nas regiões do DF. “Precisamos do inquérito epidemiológico para entender quais regiões administrativas tiveram contatos em maior ou menor quantidade”, ressaltou.

 

Osnei Okumoto durante a coletiva de imprensa – Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

 

“A partir desse estudo, podemos definir medidas para responder, rapidamente, a um avanço da transmissão do coronavírus no Distrito Federal”, afirma. Com essa ação, “estamos saindo na frente, nos precavendo caso tenha uma possível transmissão mais acentuada e, dessa forma, dar as respostas de imediato”, acentuou Okumoto.

 

Na coletiva, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Cássio Peterka, explicou que o inquérito é uma ação de vigilância territorial, voltada para entender qual a proporção de pessoas, por região administrativa, que já tiveram contato com o vírus.

 

“O primeiro objetivo é identificar a prevalência da Covid-19, ou seja, quantas pessoas tiveram contato com o vírus”, esclareceu. “Depois vamos caracterizar onde elas mais adoecem, saber qual o perfil sociodemográfico por participante, para termos um perfil epidemiológico da doença, o que que nos dará subsídios para a tomada de decisões”, explicou o diretor.

 

Foco na Atenção Primária

 

O novo plano de combate ao coronavírus prevê mudanças no atendimento aos pacientes vítimas da pandemia. O foco, dessa vez, será nas unidades que prestam atenção primária, ou seja, as unidades básicas de saúde (UBS).

 

Segundo o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Alexandre Garcia, essas unidades serão “o ator principal” caso a doença siga no Distrito Federal o mesmo comportamento dos países europeus. “Caso haja uma segunda onda da doença, o paciente será acolhido na UBS”, garantiu Garcia. “Não vamos seguir mais o modelo de ter um hospital central para direcionar todas as referências de Covid-19”.

 

Cada região, conforme ele, será preparada para atender os pacientes. Vão ter estrutura, equipamentos, insumos e profissionais para acolher e tratar os enfermos por Covid-19. Somente quando for necessário, o paciente será transferido para algum hospital.

 

O plano prevê também o mudar fluxos de serviço, reforçar o atendimento com mais profissionais de saúde e até monitorar, por telefone, pacientes e familiares suspeitos de contaminação pela doença.

 

“Temos que nos adaptar e essa adaptação surge agora, com a mudança desse planejamento estratégico de ações voltadas à atenção primária”, argumentou o secretário-adjunto de gestão em Saúde, Petrus Sanchez. “Vamos focar muito mais no acolhimento do paciente, nas primeiras medidas, o que será determinante para garantir um desfecho favorável á população”, completou.

 

Oxímetros e 150 mil testes

 

O secretário de Saúde informou ainda que cerca de 600 oxímetros estarão disponíveis para abastecer as UBS em caso de uma segunda onda. Os equipamentos poderão ser utilizados pelas equipes de Estratégia de Saúde da Família na identificação da hipoxemia, que é um dos principais sinais de gravidade da síndrome respiratória do coronavírus.

 

Mais 150 mil testes rápidos entregues em novembro pelo Ministério da Saúde serão disponibilizados para as unidades de Atenção Primária para detectar os casos da Covid-19. Além disso, o Laboratório Central é reabastecido mensalmente com 18 mil kits. “Temos 600 oxímetros disponíveis para utilizar nas nossas UBS, que serão a porta de entrada desses pacientes que estarão realizando os 150 mil testes, garantindo um atendimento mais eficiente”, declarou Okumoto.