Governo do Distrito Federal
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11/06/15 às 17h35 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Instituto de Saúde Mental comemora 28 anos de existência

Pacientes recebem atendimento 24 horas

BRASÍLIA (11/6/15) – Aproximadamente 2,5 mil atendimentos ambulatoriais são realizados mensalmente pelo Instituto de Saúde Mental do Distrito Federal (ISM), que comemorou, nesta quinta-feira (11), o 28º aniversário. Familiares, pacientes e profissionais se reuniram para corte de bolo, almoço, apresentações culturais, além de exposição de mosaicos, panos de pratos e outros artigos produzidos pelos próprios pacientes.

“Ressocializar, reincluir e proteger para oferecer a autonomia aos nossos pacientes é a grande missão do Instituto”, ressaltou o diretor geral, Ulysses Castro. Segundo ele, os profissionais da unidade fazem um trabalho em conjunto diário para atender cada pessoa de acordo com o terapêutico descrito individualmente.

“Nós temos psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais que atuam em diversas frentes para prestar o atendimento multidisciplinar necessário para cada pessoa que recebemos”, descreve.

No ambulatório, além das consultadas, são oferecidas três oficina. Uma delas, o Caco Terapêutico, consiste na produção de mosaicos que são vendidos em uma banca na feira da Torre de TV. Há também a produção de hortaliça orgânica e outra de produção de pequenos itens de costura. Os produtos também são vendidos e a renda é revertida para o paciente.

João Araújo, 66 anos, tem um irmão que já passou por vários tratamento no ISM e, atualmente, vai periodicamente a unidade para consulta-lo. “Ele desenvolver problemas mentais em função de um depressão profunda. Hoje, ele toma remédios controlados e mora conosco. A convivência com ele já foi mais difícil, mas agora ele está mais tranquilo”, conta.

CASA DE PASSAGEM – O ISM também atende 32 pacientes que moram na estrutura, sendo 27 homens e cinco mulheres. O grupo recebe assistência durante 24 horas dos profissionais.

“Os trabalhadores do instituto tem vocação para trabalhar aqui. O acompanhamento não é segregado, diferentemente da época em que se excluía e isolava as pessoas” disse. “Aqui, nós também não vestimos jalecos, nem roupas diferenciadas porque o nosso objetivo é nos aproximar do paciente, porque se sentir igual ao outro é uma forma de exclusão do poder”, completou, ao enfatizar que a saúde mental é diferente da saúde clínica.

CENTRO DE ATENÇÃO PSCICOSOCIAL – Outro serviço prestado na unidade é feito pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), instalado no local. São vários grupos que realizam terapias diferentes, de acordo com a necessidade individual. Os pacientes almoçam, lancham e retornam para casa ao fim do dia.