Governo do Distrito Federal
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20/05/14 às 15h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Interação e música ajudam na recuperação de pacientes no Guará

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O sistema de som também é usado nas mensagens do dia

 

Pela manhã, a sala de Terapia, Recuperação e Observação (TRO) do Hospital Regional do Guará (HRGu) ganha um clima diferente. O paciente que chega com o rosto abatido para receber a medicação, abre logo um sorriso ao se deparar com os gracejos e brincadeiras do médico que avalia os doentes. Davi Rodrigues, médico mais elogiado da SES/DF no ano de 2013, recebe os pacientes com muito humor.

O sistema de som para interação com os pacientes foi adquirido com verba própria para realizar o sonho de trazer mais leveza ao dia-a-dia das pessoas e do lugar. Apesar dos anos que já tem de formado, Rodrigues conseguiu vencer a timidez e implantou o sistema desde o ano passado. “Eu sempre fui muito tímido. Mas queria fazer algo diferente que fosse além da medicação. Via o filme Patch Adams e pensava em algo parecido e falava que um dia ia conseguir interferir na saúde do paciente de forma diferente”, afirmou.

Os servidores gostaram da iniciativa. Outros mais tímidos têm medo do microfone. Quando Rodrigues não o utiliza para interagir com os pacientes e servidores, a trilha musical começa a tocar. No repertório vai uma boa seleção, que segundo ele, faz a diferença e distrai a cabeça daqueles que precisam passar e ficar por ali.

“Não existe uma fórmula pronta. Como dizem, rir é o melhor remédio. Então, vejo o quadro clínico do paciente e aproveito para extrair algo bom da situação. Por exemplo, teve uma paciente com a glicose muito alta, então perguntei para ela se poderíamos jogar isso pra longe. Ela disse que sim. Simulamos jogar a glicose bem longe. Depois que verificamos novamente, tinha baixado. O que eu percebo é que, inclusive, o tempo desse paciente aqui no hospital diminuiu”, exclamou.

Estudos realizados por pesquisadores das universidades de Maryland e da Carolina do Norte concluíram que o riso faz bem ao coração, enquanto a depressão aumenta os riscos de problemas cardíacos e de mortalidade. Os dois estudos demonstraram que os estados de alma têm efeitos fisiológicos muito significativos.

Além do coração, rir é fazer com que uma série de neurotransmissores seja liberada pelo cérebro. Quando isso acontece, a Noradrenalina melhora a concentração e proporciona mais ânimo. A Serotonina estimula o bem-estar e a autoconfiança, além de atuar no controle da dor. A Dopamina está relacionada à conquista de disposição e prazer. A Endorfina fica responsável por aliviar dores e gerar sensações agradáveis.

Outros benefícios é que diminui o nível de cortisol (hormônio do estresse), aumenta a produção de células brancas, melhora o funcionamento dos órgãos internos por conta das contrações musculares e promove uma faxina nos pulmões.

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF