Governo do Distrito Federal
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25/03/15 às 11h13 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Crianças internadas não têm estudos interrompidos

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Atualmente, sete unidades contam com a classe hospitalar

BRASÍLIA (25/3/15) – Crianças internadas em hospitais da rede de saúde pública do Distrito Federal não precisam interromper os estudos enquanto estão fora da sala de aula. Graças a um convênio entre as secretarias de saúde e de educação, jovens em idade escolar podem ter aulas e atividades lúdicas durante a permanência no hospital.

Atualmente, a classe hospitalar está presente no Hospital de Base, no Hmib e nos hospitais de Ceilândia, Taguatinga, Paranoá, Sobradinho e Asa Norte. Graças a Lei Distrital 2.809/2001, as crianças em idade escolar internadas têm garantida a continuidade do processo de escolarização durante o período de internação, sejam elas de escolas públicas ou particulares, do DF ou da região do entorno.

Conforme explica a pedagoga Caren Queiroz, responsável pela classe hospitalar da unidade de pediatria do Hran, assim que a criança é internada, a professora já liga para a escola e solicita o material. “Isso evita uma interrupção no processo de aprendizagem”, completa. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, seguindo o cronograma da secretaria de educação, e podem ser realizadas no próprio leito ou em uma salinha específica para isso.

“Caso a criança não possa sair do leito, fazemos o acompanhamento lá mesmo. Mas sempre que possível, preferimos que elas saiam e vão para a sala, que é um espaço lúdico e tira um pouco a criança do ambiente de hospital”, observa a pedagoga.

Atualmente na unidade de pediatria há 12 crianças em atendimento. David da Silva, 9 anos, é uma delas. Ele está no 5º ano. “Acho importante esse projeto da classe hospitalar porque só assim ele não fica somente deitado na cama, tem um incentivo a mais e não interrompe o estudo porque não está indo para a escola”, observa a mãe do garoto, Maria Luisa Pereira da Silva.

RETORNO – Além do tratamento durante a hospitalização, algumas unidades se preocupam também com a volta desses alunos para a sala de aula. “Muitos deles voltam com cicatrizes e marcas, podendo sofrer nesse retorno para a escola. Diante disso, entramos em contato com a escola e ajudamos nesse processo”, observa a pedagoga e psicóloga Carolina Cunha, responsável pela classe hospitalar da unidade de queimados do Hran.