Governo do Distrito Federal
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24/05/17 às 11h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Mães de prematuros agradecem doadoras de leite humano

Alimento é fundamental para garantir desenvolvimento dos bebês

BRASÍLIA (24/5/17) – Prematuro e diagnosticado com síndrome de Down, Mikael de Freitas é um dos bebês que depende de doação de leite materno para ganhar peso. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o bebê nasceu com apenas 1.095 quilograma e recebe o alimento a cada três horas da equipe do Banco de Leite Humano da unidade.

É a mãe de Mikael, Tamara de Freitas Delgado, que conta como o ato de doar leite é importante para quem precisa. “Não tenho leite suficiente para meu filho, que nasceu no sétimo mês de gestação. Para quem não tem leite, receber essa doação é essencial. Meu filho está recebendo de outras mães o que eu não posso oferecer. É um grande gesto de amor”, disse a mãe.

Tamara, que já teve outros cinco filhos, conta que até então não sabia muito sobre doação de leite materno. “Eu nunca precisei do banco de leite. Essa é a primeira vez que não consigo amamentar. Agora, vejo de perto a importância desse ato e convido todas as mães que conheço para contribuir com essa ação, que salva vidas”, afirmou, sem deixar de agradecer às mães doadoras pelo empenho em ajudar.

A angústia por não conseguir amamentar a filha também fez com que Camila Nery, 25 anos, e o pai Leandro Nery, 32 anos, procurassem ajuda no Banco de Leite do Hospital Regional de Taguatinga. A bebê Lis não conseguia sugar o leite do seio da mãe, e chegou a perder 805 gramas em 10 dias.

“Estávamos desesperados e, graças a Deus, recebemos apoio do banco de leite. A sensibilidade para nos ajudar foi essencial e Lis já conseguiu recuperar parte do peso”, relatou a mãe de primeira viagem.

A nutricionista Iara dos Santos esclareceu que Lis passa pelo processo de translactação, em que uma sonda com leite materno é inserida na boca do bebê junto ao peito da mãe para estimular Lis a mamar no seio da mãe. “O alimento é primordial para vida, porque contém fatores de proteção e nutrientes essenciais”, esclarece Iara.