Governo do Distrito Federal
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12/05/17 às 16h59 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Mais 200 servidores iniciam formação para atuar na Saúde da Família

Treinamento prosseguirá na região onde os servidores atuam

BRASÍLIA (12/5/17) – A segunda turma de médicos e enfermeiros começou, nesta sexta-feira (12), o Curso de Capacitação de Conversão em Saúde da Família – Modelo Estratégia Saúde da Família. São mais 200 profissionais que, somados aos demais que iniciarão o treinamento neste mês, totalizam 600 alunos. Eles fazem parte das equipes de transição que se capacitam para atuar na Estratégia Saúde da Família (ESF), que se tornará o único modelo executado na atenção primária do DF.

“Essa é a maior reforma da saúde pública no DF realizada nos últimos 20 anos. É hora de mudar porque o modelo antigo já não oferece atendimento de qualidade para a população, que passou por uma transição epidemiológica e hoje sofre mais com doenças crônicas”, explicou o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, após saudar os servidores.

AUMENTO DE COBERTURA – O titular da pasta explicou que, com esse primeiro grupo de 600 profissionais, a cobertura ESF saltará de 32% para 56%. Em recorte por regiões, a Região Sul subirá de 71% para 80%; a Oeste de 29% para 40%; a Sudoeste de 27% para 52%; e a Centro Sul de 29% para 62%. Na região Centro Norte, o aumento é expressivo e a cobertura passará de 1,40% para 40%; na Leste de 46% para 55% e, por fim, a Norte subirá de 41% para 67%.

“A prevenção e a promoção da saúde são extremamente importantes na atenção primária para evitar agravos, mas não podemos deixar de ressaltar que esse nível de atenção também deve fazer assistência à saúde, que tem como principal problema o acesso. Por isso, vamos mudar a forma de acesso. As pessoas têm que ser atendidas majoritariamente na atenção primária, inclusive, as demandas espontâneas”, esclareceu Humberto.

O secretário Adjunto de Assistência, Daniel Seabra, lembrou que o processo de mudança na Atenção Primária é executado em consonância com a resolução 465 Conselho de Saúde, que possui 50% dos membros representantes dos usuários de saúde, 25% de gestores e 25% de trabalhadores.

“Hoje, o sistema de saúde público tem de 63% a 80% de pacientes nas portas dos hospitais classificados como verde ou azul, que poderiam ser atendidos na atenção primária, já que temos 174 Unidades Básicas de Saúde e 17 hospitais. Por isso, precisamos organizar os fluxos e definir bem onde o paciente deve procurar atenção primária, secundária e terciária”, reforçou.

CURSO – Realizado em parceria com a Escola de Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (Eapsus), que é ligada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, o primeiro módulo é composto de 20 horas, sendo que as turmas são formadas por profissionais das sete regiões de saúde. Após essa fase, os profissionais receberão o restante do treinamento teórico, que soma um total de 110 horas, na região onde atuam. A capacitação incluirá outros temas, entre eles, saúde da criança, saúde da mulher e doenças crônicas.

Também será abordado como proceder com as demandas espontâneas que incluem casos como faringite, dor de cabeça, gripe. Esses pacientes atualmente procuram os hospitais, mas podem ser atendidos na atenção primária, já que não são graves.

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