Governo do Distrito Federal
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20/10/16 às 18h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Curso de extensão em Tratamento Comunitário forma terceira turma

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Brasília é pioneira na metodologia,voltada para profissionais de saúde e comunidade

BRASÍLIA (16/10/2016) – Termina em 22 de novembro o terceiro Curso de Extensão em Tratamento Comunitário nas Redes Comunitárias 2016. As aulas são voltadas para os profissionais que atuem no âmbito das políticas sobre drogas no Distrito Federal. A iniciativa é realizada pelo Centro Regional de Referência (CRR) da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD) do Ministério da Justiça.

A coordenadora do CRR, Arilda Sabbas, e a coordenadora técnica do curso, em Brasília, a psicóloga Fátima Gondim, apontam que Brasília é pioneira na implantação desse tipo de experiência no país, tendo formado mais de 130 pessoas somente na capital.

“Nosso objetivo é dar continuidade à formação de profissionais e grupos da comunidade, visando a articulação destes dentro da região de atuação e vivência e com a aplicação da metodologia. Além dos profissionais de saúde, educadores, psicólogos, contamos com líderes comunitários e membros de organizações não governamentais”, ressaltou Arilda.

Ao todo, 43 pessoas fazem parte. Entre eles, integrantes de instituições públicas e de diversas áreas de atuação que trabalham com populações vulneráveis de regiões como São Sebastião, Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia Samambaia e Plano Piloto.

TRATAMENTO – Esta pratica teve início no México e, hoje, é desenvolvida em outros 10 países da América Latina, como Chile, Uruguai, Colômbia, Argentina, Peru, entre outros. Em Brasília, a metodologia foi apresentada pela primeira vez pelo CRR em 2014 e, com a implantação das práticas, utilizando as ferramentas da metodologia, em 2015. Neste ano, o curso utilizará a Estrutural e o Setor Comercial Sul como campo de prática.

A psicóloga e coordenadora do Tratamento Comunitário no Brasil, Raquel Barros, afirma que a desarticulação do serviço e suas limitações é o principal problema enfrentado. “O objetivo é instrumentalizar a comunidade como agentes de enfrentamento para que possam atuar nos espaços de encontros, articulando junto com as escolas, saúde, poder público, amigos e família. É no cotidiano que as coisas mudam”, diz Raquel.

UNESCO – O Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro Pop, é a primeira unidade federativa a aderir à Política Nacional Para População em Situação de Rua. A instituição foi selecionada para apresentar em evento realizado pela Unesco, em novembro, no Uruguai, o trabalho desenvolvido na unidade.

Verônica Dias é uma das coordenadoras do Centro e conta que a seleção foi devido à forma de implementação da metodologia do Tratamento Comunitário dentro de um espaço institucional e não em comunidades, como tradicionalmente é feito.

“Um dos trabalhos que serão apresentados tem como principal objetivo a potencialização da eficiência do serviço oferecido. A partir dessa ação, acreditamos estar inaugurando um novo paradigma de visão de coletivo, em que servidores e usuários dividem o mesmo espaço comunitário e se reconhecem como parceiros”, explica.

O grupo também apresentará resultados de um Questionário de Avaliação de Risco (QAR) realizados com beneficiários incluídos numa política inédita de moradia que servirá como base para planejar ações coordenadas de redução de danos e de riscos.

De acordo com Verônica, fazer Tratamento Comunitário numa instituição pública e governamental é uma novidade no cenário mundial. “Mais que a formação, o Tratamento Comunitário exige presença atuante na comunidade. Sair da relação convencional verticalizada entre servidor e usuário para uma relação horizontal de parceria [usuário do serviço X parceiro] é fundamental”, ressalta.

CENTRO POP – A unidade recebe pessoas que vivem na rua e oferece serviços como alimentação e banho, retirada de documentação, encaminhamento para unidades de acolhimento e inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais, além acompanhamento psicossocial, de média à longa duração em parceria com outras políticas públicas como educação, trabalho, moradia, saúde, entre outros. Aproximadamente 200 pessoas são atendidas por dia.