Governo do Distrito Federal
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25/05/15 às 18h34 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Mutirão de oftalmologia atenderá 300 pacientes no HRT, HUB e Hospital de Base

Ação será nesta terça-feira (26), em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

BRASÍLIA (25/5/15) – Pacientes que esperam na fila da regulação por uma consulta com um oftalmologista na rede pública de saúde do Distrito Federal serão atendidos nesta terça-feira (26), durante o mutirão de oftalmologia. Ao todo, 300 pessoas identificadas, conforme a classificação de risco, como vermelho e amarelo serão atendidas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base.

Atualmente, cerca de 2 mil pacientes esperam por uma consulta com oftalmologista na rede pública de saúde do DF. “Com essa ação, vamos atender todos os pacientes classificados de vermelho. Para o atendimento, contaremos com profissionais dos hospitais e também de oftalmologistas voluntários que não são da rede”, conta a coordenadora de Oftalmologia da pasta, Adriana Sobral.

O atendimento foi dividido por igual entre os três hospitais que recebem o mutirão, sendo que cada um atenderá 50 pacientes pela manhã e 50 durante a tarde. “Estamos programando um outro mutirão para breve, mas ainda não temos data”, frisa a coordenadora.

A ação faz parte da celebração do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado em todo 26 de maio.

DOENÇA- Não há dados estatísticos oficiais de quantas pessoas têm glaucoma no DF e no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos da doença no mundo, anualmente, somando 60 milhões de pessoas. Ainda segundo a OMS, o glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível no mundo.

Segundo a oftalmologista Adriana Sobral, a principal causa do glaucoma é genética. “As chances são maiores se o pai ou mãe tiver a doença”, complementa, dizendo ainda que após os 40 anos de idade os riscos de desenvolver o problema são maiores.

“O glaucoma é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas. Por isso, recomendamos que as pessoas façam visitas regulares ao oftalmologista, pelo menos uma vez por ano. Assim, podemos fazer o acompanhamento e descobrir cedo se a pessoa tem ou não o problema”, recomenda a coordenadora. Em 80% dos casos, se não tratada, a doença evolui para a perda total da visão, de forma gradativa.

O glaucoma crônico, tipo mais comum da doença, não tem cura. Para o controle, usa-se colírios ou cirurgia.