Governo do Distrito Federal
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18/12/14 às 11h12 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Número de acidentes com escorpiões cai 20% no DF

Todos os 16 hospitais públicos são referência no atendimento de vítimas do animal

BRASÍLIA (18/12/14) – O número de acidentes com escorpiões caiu cerca de 20% no Distrito Federal, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Até novembro, foram notificados 384 casos na capital, 98 a menos que o apurado em 2013.

Apesar desta diminuição, a Secretaria de Saúde se mantém atenta à quantidade de pessoas picadas pelo aracnídeo. Na rede, todos os 16 hospitais regionais estão aptos a receber pacientes e, de acordo com dados parciais, o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) da Secretaria orientou 242 pessoas neste ano.

Quem for picado por escorpião deve lavar o local com água e sabão para evitar a entrada de bactérias e outros microrganismos, e procurar um hospital da rede pública o mais rápido possível. A depender do estado do paciente, é administrado um soro que combate o veneno.

“Estatisticamente, este soro para tratar a picada é necessário em apenas 10% dos casos. O tratamento costuma ser apenas com analgésicos e anestésico local e pode ser feito inclusive numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A necessidade de soro depende da quantidade de veneno inoculado e da capacidade do corpo de criar anticorpos e se defender sozinho”, explicou a coordenadora do CIT, Sandra Márcia Silva.

A classificação de risco das vítimas de acidente com o aracnídeo é amarela, ou seja, o quadro há urgência. Nestes casos, a pessoa pode aguardar no máximo 50 minutos para ser atendida.

SINTOMAS – Os principais sintomas da vítima de escorpião são dor extrema e inchaço no local picado, mas nem sempre esses sinais ocorrem de maneira imediata. Por isso, é importante ir a uma emergência hospitalar para que o paciente fique em observação entre seis e doze horas e o médico decida a necessidade do soro.

Segundo Sandra Márcia, o que mostra se o quadro está grave ou não são alterações sistêmicas, em outros órgãos. Nos casos graves e moderados, a pessoa pode ter taquicardia, náusea, vômitos, tontura, dificuldade respiratória e suor intenso, mas o mais comum é que as reações sejam mais simples.

“É muito raro o caso chegar ao estado grave. Tudo vai depender do tempo em que a pessoa chegar ao hospital. Quanto mais rápido ela receber o soro, melhor vai reverter os sintomas”, orientou.

NOTIFICAÇÃO – Quem encontrar um escorpião, deve notificar a ocorrência do animal ligando para o número 160. No Distrito Federal, o tipo de escorpião mais comum é o Tityus serralatus, também conhecido como Escorpião Amarelo.

Para evitar o aparecimento dos aracnídeos nas residências, é necessário fechar bem as brechas que podem servir de acesso para os animais invertebrados e manter o ambiente limpo para que diminua o número de baratas, principal alimento do escorpião.

DÚVIDAS – Quem tiver alguma dúvida e quiser se informar melhor sobre o assunto, pode ligar para o Centro de Informações Toxicológicas, no 0800 6446 774. O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.