Governo do Distrito Federal
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7/02/17 às 19h00 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Oficina mobiliza instituições para controle da febre amarela

Profissionais  são orientados a notificar ocorrência de macacos mortos ou doentes

BRASÍLIA (7/02/17) – Para intensificar a notificação de casos de macacos mortos no Distrito Federal, com a finalidade de prevenção e controle da febre amarela, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde está promovendo uma ampla mobilização entre as entidades públicas e instituições privadas vinculadas ao setor.

Na manhã de hoje (7/2), uma oficina de sensibilização reuniu profissionais de saúde de todo o DF no auditório da Fiocruz, no campus da Unb, “para orientar quanto às medidas técnicas e incentivar a notificação imediata em todas as vezes que forem encontrados macacos adoecidos ou mortos”, explica o médico veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Monteiro da Cruz.

“Essa medida é de extrema importância para o controle da febre amarela, pois permite a imediata adoção de ações preventivas, incluindo o manejo do ambiente, com a eliminação de focos do Aedes aegypti no entorno do local, a aplicação de controle químico por inseticidas e o bloqueio vacinal”, ressalta o veterinário.

Para o Subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, a participação desses parceiros é relevante para o desenvolvimento das atividades de vigilância ambiental e imprescindível para a restrição da febre amarela ao ciclo silvestre. “Até o momento, dos 13 casos em investigação no DF, 11 já foram descartados. O único já confirmado, com óbito, foi importado da cidade de Januária, em Minas Gerais. Portanto, ainda não temos nenhum caso autóctone, ” esclarece.

Participaram da 1ª Oficina em Sensibilização sobre Vigilância de Epizootias em Primatas não Humanos e Entomologia aplicada à Vigilância de Febre Amarela, técnicos das Secretarias de Saúde e Agricultura do DF, Ibama, Instituto Chico Mendes, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Fundação Zoológico, Emater, Polícia Militar Ambiental, Instituto Brasília Ambiental, Uniceub, Icesp, Upis, Unb e Ministério da Saúde, entre outros.

FEBRE AMARELA – A vacinação contra a febre amarela é a mais importante medida de controle e confere proteção próxima de 100%.
Ela está disponível no calendário de vacinação do Distrito Federal a partir dos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos de idade, em todas as salas de vacinação da rede pública de saúde.

Para as pessoas de 2 a 59 anos a recomendação é de 2 doses, com intervalo de 10 anos. Em relação às pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar caso a caso, considerando o risco da doença e efeitos adversos nessa faixa etária.

No Brasil, não ocorre a transmissão urbana da febre amarela desde 1942, mas a possibilidade de transmissão urbana existe desde a reintrodução do Aedes aegypti no país.

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