Governo do Distrito Federal
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20/03/19 às 10h40 - Atualizado em 20/03/19 às 11h18

Outono chega e traz com ele as doenças do aparelho respiratório

 

Há aumento de até 40% nos atendimentos por asma, rinite alérgica e doenças virais e bacterianas

 

O outono começa nesta quarta-feira (20), e com ele, vêm as mudanças bruscas de temperatura, que propiciam o aumento da incidência de infecções do aparelho respiratório. Por isso, é preciso atenção nesta época do ano para não deixar simples gripes e resfriados avançarem para bronquiolites, amigdalites, sinusites, rinites alérgicas ou mesmo pneumonias.

 

De acordo com a Referência Técnica Distrital em Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde, Marta Guidacci, nas estações de outono e inverno há um aumento de até 40% no número de atendimentos por asma, rinite alérgica, doenças virais, como gripes e resfriados, e doenças bacterianas, que causam infecções nas amígdalas, ouvidos, vias nasais, pulmões, entre outros.

 

“Alguns fatores favorecem a incidência dessas doenças nesta época, como as alterações bruscas de temperatura e maior circulação do vírus da gripe. Geralmente, as pessoas ficam em ambientes fechados com maior contato com ácaros da poeira doméstica, o que representa o principal fator desencadeante das alergias respiratórias, além do maior contato com pessoas que podem estar com alguma doença viral ou bacteriana”, explica Guidacci.

 

Para prevenir, ela aconselha mais cuidados com a alimentação, sempre se manter hidratado, estar bem agasalhado, evitar aglomerações em ambientes fechados, manter um controle maior do ambiente caso o paciente tenha histórico de alergias respiratórias, e atualizar o cartão de vacinas. “Essa são medidas primordiais para prevenir as doenças que aumentam no outono”, destacou.

 

Outro ponto importante ressaltado pela especialista é não fazer a automedicação. “O ideal é usar medicação prescrita por um médico”, informou.

 

SINTOMAS – As doenças relacionadas ao aparelho respiratório apresentam sintomas como coriza, espirros, obstrução nasal, tosse, cansaço, chiado no peito, febre, dor de cabeça, lacrimejamento e, dependendo da gravidade, mal-estar geral, dor no corpo, dificuldade respiratória e lábios ou dedos arroxeados. A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias ou por contato.

 

ATENDIMENTO – Com o aparecimento dos sintomas, o primeiro local a se procurar é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima, onde o paciente será avaliado quanto à gravidade do quadro, receberá o diagnóstico e a prescrição do tratamento.

 

“Já os pacientes com diagnóstico de asma devem ser acompanhados nos centros de referência do Programa de Asma da Secretaria de Saúde, e os com doenças alérgicas, acompanhados pelos serviços de alergia da rede”, ressalta Guidacci.

 

Há centros de referência do Programa de Atendimento ao Paciente Asmático no Hospital de Base, nos hospitais da Asa Norte, Ceilândia, Sobradinho, Guará, Gama, Taguatinga, Planaltina, Materno Infantil, da Criança, Universitário de Brasília, policlínicas do Gama e Taguatinga, e unidades básicas de saúde em Vicente Pires, Asa Sul, Candangolândia, Ceilândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Riacho Fundo e São Sebastião.

 

Já os atendimentos da especialidade de alergia são feitos no Base, Materno Infantil de Brasília, e nos hospitais da Asa Norte, Ceilândia, Sobradinho, da Criança, Universitário de Brasília, policlínicas de Taguatinga e do Gama, e unidades básicas de saúde no Paranoá e Vicente Pires.

 

Da Agência Saúde

Fotos: Tony Winston/Agência Brasília