Governo do Distrito Federal
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17/11/20 às 16h41 - Atualizado em 17/11/20 às 16h48

Paciente curada da Covid deixa hospital depois de três meses de internação

Recuperação contou com trabalho multidisciplinar no Hospital Regional de Taguatinga

 

JOSIANE CANTERLE

 

Maria Dolores venceu a Covid-19 e recebeu alta após longa internação na rede pública de saúde – Foto: Divulgação

 

Foram quase três meses de internação até receber a tão esperada alta médica na última sexta-feira (13). A paciente Maria Dolores dos Santos Silva, de 70 anos, foi internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em 21 de agosto, infectada pelo novo coronavírus. Com o agravamento do quadro clínico, ela precisou ser internada na UTI e passou por outros dois hospitais da rede pública até ir para a enfermaria, no dia 17 de outubro, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde permaneceu internada até a última semana. Nessa unidade, a família comemorou vitórias como voltar à alimentação oral e a retirada do oxigênio.

 

A filha Simone Maria dos Santos Silva conta que desde que a paciente passou a ser atendida pela equipe da enfermaria do HRT, a família percebeu uma grande melhora na condição de saúde da mãe. “Quero agradecer a esses excelentes profissionais, uma equipe indescritível”, falou Simone, destacando o trabalho da fisioterapia e da fonoaudiologia do hospital. Com uma semana na enfermaria da unidade a paciente iniciou o processo para voltar a comer via oral, depois de quase dois meses de alimentação por sonda.

 

“Ela teve uma evolução sobrenatural, pois o que estava dificultando a saída dela da UTI era o processo de retirada da traqueostomia”, relata a filha.

 

Em nome dos quatro filhos e duas netas, Simone também agradeceu e ressaltou o atendimento de excelência recebido pela mãe no Hran, na Unidade de Pronto Atendimento Núcleo Bandeirante e no Hospital Regional de Santa Maria. Ela destacou o apoio psicológico que a família recebeu durante o período de internação de Maria Dolores e as informações passadas diariamente sobre o seu estado de saúde. Somente na UTI foram 54 dias de internação. “Nosso maior medo era saber como ela estava, se estava se mexendo, se tinha ferida”, conta Simone.

 

Foto: Divulgação

 

Em agradecimento, Maria Dolores, moradora de Taguatinga Sul, postou o seguinte depoimento no dia de sua alta: “Senti Deus todos os dias ao meu lado, senti Deus em cada médico, senti Deus em cada nova Vitória. Senti que Deus me abraçava através dos olhares de muitos, das orações de amigos e familiares. Sentia que Deus me dava um novo amanhecer. Aqui estou para contar que Deus se fez em mim, segundo a vontade dele!”.

 

Tratamento

 

De acordo com a equipe de fonoaudiologia do HRT, o período de intubação gera redução de força, mobilidade e sensibilidade das estruturas da boca, faringe e laringe, o que resulta em risco de engasgo e broncoaspiração. “Realizamos um trabalho de reabilitação dessas estruturas para que ela pudesse sair da sonda nasoentérica e retornar a comer via oral, auxiliando no processo de decanulação da traqueostomia”, relata a fonoaudióloga Denise Silveira Sanches Torquato. O trabalho foi desenvolvido com a equipe médica e de fisioterapia com técnicas de exercício para a reabilitação vocal.

 

“Fiquei emocionada quando ofereci o primeiro creme de mamão para ela pela primeira vez desde a internação em agosto”, lembra a fonoaudióloga.

 

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO