Governo do Distrito Federal
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20/07/15 às 19h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Palestras marcam abertura da 9ª Conferência de Saúde

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Expositores trataram de temas como direito à saúde e controle social

BRASÍLIA (20/7/15) – A manhã do primeiro dia da 9ª Conferência de Saúde do Distrito Federal, nesta segunda-feira (20), foi marcada por palestras que destacaram pontos importantes relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A primeira apresentação foi com o professor da Faculdade de Ciência da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Henrique Gorete, com o tema “Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade”. “As pessoas têm a sensação de que no sistema privado de saúde são melhores assistidas e, atualmente, 30% da população é coberta pelos planos de saúde. A base do modelo de negócios privado é de ter uma assistência ambulatorial de especialidade e exames de apoio ao diagnóstico”, descreveu, ao destacar a necessidade de mudanças estruturais para facilitar o acesso ao SUS.

O diretor da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Armando Raggio, defendeu a valorização do trabalho e da educação em saúde. Para ele, um dos principais investimentos que devem ser feitos é na qualificação de mão-de-obra para a área de saúde, que enfrenta dificuldades para contratação em diversas áreas.

“Entre as unidades da federação brasileira, o Distrito Federal é o que possui uma fundação melhor estruturada, de qualidade, e com envergadura para profissionalizar”, disse. “Também temos a Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb), que existe desde 1960, o maior projeto de formação de técnicos da história do Brasil. Oferecemos cursos técnicos, pós-técnicos, educação continuada de trabalhadores na saúde”, complementou.

GESTÃO– Com um olhar sobre os temas “Gestão do SUS e modelos de atenção” e “Financiamento do SUS”, a subsecretária de Programação, Regulação, Avaliação e Controle da Secretaria de Saúde, Leila Gottems, destacou que o SUS atende 200 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Segundo ela, para sustentar esse sistema, não é necessário apenas fazer uma equação entre despesas e receitas. “É necessário, ainda, saber gastar e executar um discurso de que é necessário melhorar o acesso da população aos serviços de qualidade”, avaliou Gottems.

A subsecretária ressaltou que o SUS foi criado na década de 60 e seguia um modelo hospitalocentrico, mas que era coerente com a realidade à época. “Hoje, é necessário fortalecer a atenção primária, que precisa dar conta de resolver problemas que não precisam ir parar nos hospitais, os quais têm custos bem maiores do que centros de saúde e unidades básicas”, afirmou.