Governo do Distrito Federal
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13/02/14 às 13h00 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde do Núcleo Bandeirante amplia serviços para a população

Programa para Acidentes e Violências ganha uma nova sala

A Regional de Saúde do Núcleo Bandeirante ampliou vários serviços que estão beneficiando tanto os usuários como os servidores. Esse foi o caso da Medicina do Trabalho, que realizou mais de 1.700 procedimentos no ano passado e da Arteterapia, que oferecerá sessões abertas à comunidade a partir desse ano.

Além desses, o Programa para Acidentes e Violências (PAV Alfazema) ganhou uma nova sala, resultante de uma parceria entre a Diretoria Administrativa e o Instituto Sabin, e passou a contar com três profissionais específicas para o programa.

No PAV Alfazema são atendidos pacientes moradores do Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Riacho Fundo I e II, além do Park Way, tanto crianças como adultos e idosos. Para as crianças está reservada uma ludoteca, onde o atendimento é feito por meio de brincadeiras.

Segundo o coordenador geral de Saúde da regional, Pedro Zancanaro, o incentivo à ampliação do Programa praticamente triplicou o número de atendimentos prestados pelo PAV e isso resulta num melhor atendimento à população.

Segundo dados estatísticos do setor, em 2012 foram 37 notificações de casos de violência e em 2013, 104 notificações. Segundo os técnicos do setor, esse aumento não significa necessariamente que os casos de violência tenham aumentado, mas que as notificações estão sendo encaminhadas de forma correta pelos profissionais de saúde da regional.

Segundo a assistente social Cristiane Lopes, que integra a equipe do PAV juntamente com a enfermeira Raquel Ferraz e a psicóloga Micheli Araújo, a violência doméstica envolvendo casais, pais e filhos, filhos e pais, assim como idosos, representam a maioria das ocorrências na regional do Núcleo Bandeirante.

Os casos que chegam para acompanhamento pelo PAV são encaminhados pelos centros e postos de saúde, UPA, Juizado de Menores, Conselho Tutelar, ONGs, Defensorias do Idoso e da Criança e outros serviços ligados ao governo.

Diante dessas ocorrências, o paciente ou o seu responsável, quanto se trata de menores de idade, é orientado a procurar a equipe do programa na Coordenação Geral de Saúde. Após uma entrevista sigilosa, o caso é acompanhado e encaminhado às diversas áreas de competência.

O PAV atua em parceria com várias instituições, como por exemplo o Conselho Tutelar, Defensoria da Pessoa com Deficiência, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Albergue de Taguatinga Sul, Instituto de Saúde Mental (ISM), Centro de Acompanhamento Psicossocial (CAPS) e outras ligadas às diversas áreas de governo.

Ao longo do ano são realizadas palestras e oficinas de sensibilização a fim de motivar os profissionais de saúde a estarem atentos para os casos de violência que chegam às unidades de saúde.

“Nem sempre a violência sofrida é a principal causa da vinda do paciente ao centro de saúde ou à UPA e isso pode tirar o foco do profissional para o problema que realmente está causando a ida daquela pessoa ao serviço de saúde”, adverte Cristiane, para quem o “olhar” do profissional de saúde deve ser ampliado para questões que muitas vezes passam despercebidas.

Como exemplo a assistente social citou a ida de uma criança à UPA/NB, que apresentava sintomas de gripe, mas ao mesmo tempo tinha larvas no couro cabeludo, o que significava, no mínimo, negligência em relação à higiene por parte dos responsáveis.

A criança foi acompanhada e a equipe do PAV interveio para que resultado fosse o melhor possível, visando maior atenção dos pais em relação aos cuidados que devem ter com ela.

Por Arielce Haine, da Agência Saúde DF
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