Governo do Distrito Federal
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23/11/12 às 17h59 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

PAV Orquídea de Samambaia já atendeu 942 vítimas de violência

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O Programa de Prevenção e Atendimento às Pessoas em Situação de Violência – PAV Orquídea – já realizou 942 atendimentos em pouco mais de um ano de funcionamento no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Deste total, 83,75% foram situações envolvendo crianças e adolescentes; 15% mulheres e 1,25% idosos.

O serviço, implantado na regional em agosto do ano passado, tem como finalidade oferecer às pessoas em situação de violência atendimento integral e intersetorial de forma a contribuir para a redução da reincidência dos casos. O público principal é constituído por mulheres, crianças e adolescentes. Os relatos mais frequentes sofridos por crianças e adolescentes referem-se a abuso sexual; pelas mulheres, a violência física e psicológica, geralmente provocadas pelo companheiro e entre os idosos, a violência física, psicológica e também a financeira, quando a aposentadoria é utilizada pelo familiar, sem nenhum benefício em prol do idoso.

O atendimento ocorre por meio de demandas externas, encaminhadas pela rede de proteção social – Conselhos Tutelares, Tribunal de Justiça, Varas da Infância, CRAS, CREAS, entre outros – e também pela demanda interna, por meio da busca ativa de pacientes no próprio HRSam e o envio de casos notificados pelos centros de saúde e pela UPA. Qualquer morador das cidades de Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo que sofreu ou que esteja em situação de violência pode entrar em contato com o PAV de Samambaia.

Após o recebimento das notificações, é feito o agendamento do acolhimento, para ouvir a pessoa. Em seguida é montado um plano de atendimento para a demanda apresentada e  feito também um mapeamento da rede de proteção da família. Os pacientes juntamente com seus familiares passam por terapias individuais, recebem apoio psicológico e assistências específicas do serviço social.

A coordenadora do PAV Orquídea de Samambaia, Priscila Lucia da Silva Moura, ressalta a importância da existência de programas como esse, pois, segundo ela, a violência é uma questão de saúde pública. “É preciso tratar essa questão da violência nesse contexto psicossocial para evitar maiores danos. Pois, podem gerar doenças crônicas e psiquiátricas, por exemplo. Ações preventivas são necessárias para se quebrar o ciclo da violência para que não volte a acontecer”, conclui.

O atendimento no programa de Samambaia é realizado por uma assistente social e uma psicóloga, as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, e terças e quintas-feiras, no período da tarde. As crianças e os adolescentes são atendidos na brinquedoteca do hospital e as mulheres, no consultório nº 2 do pronto socorro. O telefone do PAV Orquídea de Samambaia é o 3458-9838.

Iêda Oliveira