Governo do Distrito Federal
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27/10/20 às 13h50 - Atualizado em 27/10/20 às 14h17

Pé diabético: entenda os riscos de não controlar a diabetes

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Secretaria de Saúde possui ambulatórios especializados no tratamento da doença

 

JURANA LOPES

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal possui uma rede especializada no atendimento a pacientes com pé diabético – uma consequência grave da diabetes mellitus – que ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma lesão (ferida). Para ter acesso ao atendimento, os pacientes devem procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência a fim de ser referenciado ao tratamento mais adequado.

 

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

Os Ambulatórios de Pé Diabético estão localizados nos hospitais regionais de Taguatinga (HRT), Ceilândia (HRC), Sobradinho (HRS), Gama (HRG), Santa Maria (HRSM), Guará (HRGu), Hospital da Região Leste (HRL) e no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh – Asa Norte).

 

Os pacientes são direcionados para atendimento nos ambulatórios da Região de Saúde onde residem. Na Região Centro-Sul, no Hospital Regional do Guará, existe o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), núcleo especializado em atendimento ambulatorial, com equipe multiprofissional, em que há um Ambulatório do Pé Diabético.

 

“Aqui fazemos curativos, doppler e damos encaminhamento para a confecção de palmilhas e calçados especiais. Hoje, temos 34 pacientes que vêm aqui de duas a três vezes na semana para trocar curativos. O objetivo é evitar infecções e que o paciente não necessite ser internado”, destaca Lisa Pires Faria, enfermeira do Ambulatório do Pé Diabético da Região de Saúde Centro-Sul.

 

O Cedhic funciona no HRGu – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

No local, também são feitas avaliações mensais de pacientes que tiveram amputações. De acordo com a melhora, as consultas vão se espaçando. Segundo Lisa, o primeiro atendimento é realizado na UBS. Após avaliação, o paciente é encaminhado, pela Central de Regulação, para a Atenção Secundária, em que fica sendo acompanhado”, afirma.

 

A doença

 

O aparecimento da doença ocorre quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia (açúcar) são mal controlados. Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida.

 

Além disso, o pé diabético é responsável pela principal causa de internação do portador de diabetes. Se não for tratado, ele pode levar à amputação e, em casos mais graves, à morte. O tratamento do pé diabético geralmente é feito com o uso de antibióticos, doppler e curativos.

 

Procure um médico

 

Em qualquer momento que um paciente diabético, na maioria das vezes mal controlado, percebe uma anormalidade no seu pé, seja de sensação, temperatura, cor, deformidade dos ossos do pé ou tecidos dessa região, presença de inflamação ou infecção, existe a possibilidade de um pé diabético.

 

Ambulatório do HRGu (foto) é uma das unidades que oferece tratamento para pé diabético – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

 

Os sintomas mais frequentes do pé diabético são: fraqueza nas pernas; sensação de formigamento frequente; queimação nos pés e tornozelos; dormência nos pés; dor e sensação de agulhadas e perda da sensibilidade nos pés.

 

Dentre os ambulatórios existentes na rede, o que funciona no HRGu – para pacientes da Região de Saúde Centro-Sul -, está a unidade de Fisioterapia Neurofuncional. O trabalho é desenvolvido dentro da rotina ambulatorial do tratamento de neuropatia e doenças vasculares periféricas voltado para pacientes com pé diabético.

 

De acordo com Rosângela Porto dos Santos, fisioterapeuta da unidade, o tratamento oferecido no Hospital do Guará tem um prazo médio que varia entre três e seis meses. As sessões duram cerca de 15 minutos.

 

“Este é um tratamento que pode evitar morte por infecções, além de evitar a amputação, que é um dano imensurável ao paciente e contribui para evitar internações que poderiam ser evitadas. Também trabalhamos para que os pacientes consigam controlar a diabetes, pois isso ajuda muito na recuperação e cicatrização”, informa Rosângela.

 

O paciente Félix Lima, de 58 anos, estava internado no Hospital Regional do Guará com risco de amputar o pé e após receber a alta foi encaminhado ao ambulatório de Fisioterapia Neurofuncional para tratar as lesões com laser.

 

“Depois que tive que amputar um dedo, outros problemas e infecções começaram a surgir. Este tratamento me deu esperança, porque não quero perder o meu pé”, relatou o paciente.