Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
6/10/20 às 12h54 - Atualizado em 9/08/21 às 16h40

Poliomielite

COMPARTILHAR

A poliomielite é uma doença causada pelo poliovírus que vive no intestino. Também chamada de paralisia infantil, pois ocorre com maior frequência em crianças menores de quatro anos, a doença pode acometer em adultos. O período de incubação varia de dois a trinta dias sendo, em geral, de sete a doze dias. A maior parte das infecções pelo poliovírus apresenta poucos sintomas ou nenhum.

 

O diagnóstico de poliomielite se dá somente na forma paralítica da doença, cerca de 1% dos casos. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

 

Casos da doença

 

O Brasil não detecta casos de poliomielite pelo vírus selvagem desde 1989. No DF, a doença não é registrada desde 1987. Em 1994, recebeu da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) a Certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas. O país, desde então, vem realizando esforços para atingir a meta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manutenção do país livre da doença.

 

A vigilância epidemiológica da poliomielite se baseia na notificação dos casos de paralisia flácida aguda (PFA) em menores de 15 anos de idade, independentemente da hipótese diagnóstica de poliomielite, ou em indivíduo de qualquer idade, com história de viagem a países com circulação de poliovírus ou contato com pessoas que viajaram para estes países e apresentaram suspeita diagnóstica de poliomielite.

 

 

Transmissão

 

A transmissão do poliovírus pode ocorrer de uma pessoa para a outra através da boca, com material contaminado com fezes (contato fecal-oral), o que é crítico quando as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças mais novas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença – que também pode ser transmitida por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.

 

O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da forma clínica da infecção. Desenvolvendo ou não sintomas, a pessoa infectada elimina o vírus nas fezes, que pode ser adquirido por outros indivíduos por via oral.

 

Prevenção

 

 

A vacina é o meio eficaz para a prevenção da poliomielite. Todas as salas de vacina estão abastecidas com as doses para imunização. O grupo alvo da vacinação contra a poliomielite são as crianças menores de 5 anos de idade, com estratégias diferenciadas para as crianças menores de um ano e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos de idade.

 

A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina. Em caso de dúvidas sobre a situação vacinal da criança, procure o serviço de saúde mais próximo levando o cartão de vacinação para a verificação. Se não possuir esse cartão, informe ao profissional de saúde para que receba a orientação adequada.

 

No DF, a série histórica dos últimos 20 anos da cobertura vacinal da vacina contra a poliomielite em menores de 1 ano mostra uma tendência de queda das coberturas, sendo que em 2015 e de 2017 a 2019 a meta de cobertura não foi atingida (95%). As coberturas vacinais ainda são heterogêneas, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus. Por isso é tão importante atingir a meta de vacinação de 95% do público-alvo imunizado.

 

Tratamento

 

Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente.

 

 

Edição: Johnny Braga

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF