Governo do Distrito Federal
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15/10/19 às 12h52 - Atualizado em 15/10/19 às 12h53

Práticas integrativas ajudam na superação da perda gestacional

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Vinte por cento das grávidas têm a gestação interrompida de forma espontânea

 

Uma mulher sonha em ter um filho. Engravida, vê a barriga crescer, faz planos. E, por algum motivo, perde o bebê. Para ela, o luto. Mas, muitas pessoas em volta desta família não tratam a questão com tanta sensibilidade. Em razão desta insensibilidade, foi criado o Dia Internacional de Conscientização da Perda Gestacional e Infantil, lembrado em 15 de outubro.

 

As práticas integrativas, oferecidas pela rede pública da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, vêm auxiliando muitas mulheres a superar o luto causado pela perda gestacional. Estudos variados apontam que em torno de 20% das grávidas têm a gestação interrompida de forma espontânea antes da 12º semana de gravidez.

 

Quando isso acontece até a 22º semana, denomina-se perda gestacional precoce. A partir daí, perda gestacional tardia. A morte neonatal corresponde ao falecimento do recém-nascido até os 28 dias de vida completos.

 

“É comum as mães relatarem a frieza, inclusive de profissionais de saúde, principalmente quando a perda é no início da gestação. Dizem coisas do tipo ‘logo você engravida de novo’. Tratam o ocorrido com certa indiferença só porque você não conheceu aquela criança.  Mas, desde que você engravida, você já ama seu filho”, relata a servidora da Secretaria de Saúde, Filomena de Oliveira, que já teve duas perdas gestacionais.

 

VOZ À DOR – Baseada na própria dor e na de tantas outras mulheres, Filomena criou o projeto Vozes do Silêncio. Nele ela faz um recorte de frases de mulheres que perderam seus bebês durante a gestação ou logo após o nascimento.

 

“É importante conscientizar profissionais de saúde, familiares e amigos, pois, devido à falta de sensibilidade,  muitos pais se recolhem e vivem a dor sozinhos. Há o risco de se desenvolver uma depressão e outros problemas relacionados à saúde mental “, frisa Filomena.

 

Ela, que atua com práticas integrativas, acredita que atividades como Reiki, acupuntura, terapia comunitária e o uso de Homeopatia podem ser importantes aliados das famílias que passam pela perda gestacional.

A conversa com um psicólogo na unidade de saúde onde a gestante foi atendida também é importante.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Yanalya/Freepik