Governo do Distrito Federal
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18/12/17 às 10h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Práticas integrativas estão em 97 Unidades Básicas de Saúde

Comunidade tem à disposição acupuntura, automassagem e terapia comunitária

BRASÍLIA (18/12/17) – Oferecidas em 97 Unidades Básicas de Saúde (UBS), as práticas integrativas em saúde (PIS) são indicadas como terapia coadjuvante ou principal em diversas condições clínicas. A relação de atividades dessa natureza inclui acupuntura, automassagem, tai chi chuan, hatha yoga, homeopatia e terapia comunitária. Também estão na lista antroposofia, arteterapia, dança sênior, fitoterapia, lian gong, meditação, musicoterapia, reiki e shantala.

“As praticas integrativas em saúde fazem parte do SUS. Contribuem na prevenção de doenças e na promoção, manutenção e recuperação da saúde, considerando a integralidade do indivíduo. A partir dessa característica, possuem grande afinidade com as ações da Atenção Primária à Saúde e, por isso, estão inseridas nas ações básicas ofertadas no DF”, explica a coordenadora de Atenção Primária à Saúde, Alexandra Gouveia.

Segundo ela, a Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde foi lançada em 2014, mas a oferta dessas técnicas pelo SUS-DF já existe há 28 anos. “A expansão das PIS no DF é objetivo da Secretaria de Saúde, buscando alcançar todos os territórios por meio das equipes de saúde da família e das UBSs”, enfatiza.

Uma das unidades responsáveis por oferecer o serviço é a UBS 3, da 114/115 Norte, que promove as atividades há três décadas, entre elas o tai chi chuan. A enfermeira facilitadora da prática, Cynthia Denti, explica como a atividade favorece a melhoria da saúde física, mental e emocional.

“Essa é uma prática de meditação em pé, que utiliza o reflexo, lateralidade e, principalmente, o equilíbrio. Fazemos movimentos para fortalecer os joelhos, anteriores das coxas e de colocação dos pés na caminhada. Com isso, elevamos o equilíbrio e o domínio sobre o corpo”, descreveu a profissional. Ela conta que a maioria dos participantes do grupo tem idade avançada e a atividade também ajuda a reduzir o número de quedas.

Atualmente, a UBS 3 oferece práticas integrativas todos os dias da semana. Além do tai chi, há terapia comunitária (diálogo sobre um tipo de problema comum entre as pessoas), lian gong (prática corporal chinesa para prevenir e tratar dores), automassagem, educação física, além de atividades lúdicas.

Aos 94 anos, Maria de Lourdes Marinho frequenta o local há mais de 20 anos. Apesar de ter dificuldade para se locomover, a paciente diz que não deixa de participar. “A minha preferência é a automassagem, mas eu gosto de todas as atividades. Tive problemas graves de saúde e, graças a Deus, os exercícios que faço aqui me ajudam a melhorar fisicamente e emocionalmente”, relata a aposentada.

“Minha relação com o grupo é ótima. Para mim, é uma família. Além de interagir com os colegas, melhoramos nossa saúde”, disse Cândida Leopoldina Rodrigues, 79 anos, que também freqüenta o grupo há muitos anos.

A gerente da UBS 3, Ana Carolina Tardin, lembrou que a unidade está em processo de conversão para o Estratégia Saúde da Família, sendo que a conversão total está prevista para janeiro. “Teremos cinco equipes da família. Já construímos os fluxos de atendimento. Atualmente, realizamos aproximadamente 4,7 mil procedimentos em geral, entre consultas, atendimentos odontológicos e outros”, disse.

Saiba mais sobre as práticas integrativas e locais onde são ofertadas.

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