Governo do Distrito Federal
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9/07/20 às 12h00 - Atualizado em 10/07/20 às 19h38

Prevenção é a melhor estratégia para evitar acidentes com animais peçonhentos

De janeiro a junho, foram registrados 1.039 acidentes envolvendo esses animais no DF

 

GUILHERME PEREIRA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

O Distrito Federal já registrou, de janeiro a junho, 1.039 acidentes envolvendo animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e lagartas, em 2020. Esses animais podem ser encontrados nos centros urbanos devido à grande oferta de abrigo e alimento. A melhor forma de evitar acidentes é se prevenir e seguir as orientações de quem entende do assunto.

 

Artes: Rafael Ottoni

 

No DF, as maiores ocorrências envolvem escorpiões com 712 casos. Além disso, 623 inspeções foram feitas pela Vigilância Ambiental para captura destes animais em residências ou estabelecimentos comerciais. O biólogo Israel Martins afirma que barreiras físicas são essenciais para bloquear o acesso do animal ao domicílio ou estabelecimento, rodos de vedação nas portas e telas nos ralos dos banheiros são alguns cuidados que podem evitar a invasão.

 

“É necessário também o controle do alimento dos escorpiões, que são as baratas e pequenos insetos. Recomenda-se o uso de inseticida sólido, pois o pulverizado pode ocasionar o desalojamento do animal e resultar em uma picada”, afirma Israel.

 

Dentre as várias espécies aptas a viver no clima de cerrado, o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) é o mais encontrado pela população, por ser o mais adaptado às condições urbanas. O biólogo explica que durante a seca e a estiagem a reprodução ou invasão ocorrem com menor frequência.

 

“Como eles vivem também no subterrâneo das cidades, nos esgotos e galerias pluviais, as chuvas acabam por desabrigar esses animais, que procuram novos lares, muitas vezes esses lares são as casas”, observa.

 

No mesmo período, o DF registrou 84 acidentes envolvendo serpentes, 66 envolvendo aranhas, 60 envolvendo abelhas e 64 envolvendo algumas espécies de lagartas. Além disso, outras 53 ocorrências foram registradas envolvendo outros animais, ou que não tiveram especificação notificada.

 

PREVENÇÃO – A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde recomenda algumas medidas de prevenção e cuidados que devem ser tomados:

 

 

Para o combate a estes animais, a Saúde conta também com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Samu, referência no atendimento aos pacientes picados e funciona 24 horas por dia. O Ciatox possui equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros e farmacêuticos que prestam orientação à população. Em caso de ocorrência, disque 0800 644 6774.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA