Governo do Distrito Federal
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24/09/19 às 10h59 - Atualizado em 24/09/19 às 10h59

Professores são capacitados para identificar sintomas de doenças mentais

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Atividade faz parte do Setembro Amarelo 

 

Na correria do dia a dia escolar nem sempre os professores conseguem identificar e ajudar alunos que tenham algum tipo de doença mental, como a depressão, por exemplo. Com o objetivo de qualificar o olhar desses educadores, a Unidade Básica de Saúde 11 (UBS), do Recanto das Emas, promove atividades que auxiliam na identificação dos casos, bem como na orientação de onde buscar ajuda. A UBS fica em uma área bastante vulnerável, na divisa com Santo Antônio do Descoberto – Goiás.

 

“Chegamos ao consenso de que iniciaríamos as atividades com os professores, pois eles, na verdade, são os orientadores, mediadores e estão em contato direto com adolescentes e jovens. O objetivo principal é que a comunidade escolar se sensibilize e observe atentamente os casos, de forma precisa, e que se muna de informações para ter mais condições de saber lidar com esta temática”, explica a enfermeira Simone Lacerda Santos.

 

No Centro Educacional Myriam Ervilha, que fica no perímetro da unidade de saúde, há 2 mil alunos. A escola é uma das primeiras a receber as atividades, que fazem parte da campanha de Combate ao Suicídio e Valorização da Vida, do Setembro Amarelo.

 

O próximo passo será abordar o tema diretamente com os estudantes. “A receptividade foi incrível, todos os professores e a equipe da direção se envolveram com a prática. Estamos entusiasmados para dar continuidade ao trabalho com os discentes”, comemora Simone.

 

A ação com os professores teve início com a prática de Lian Gong e depois o enfermeiro Magno Alves de Paula, especialista em saúde mental, promoveu um bate-papo sobre Suicidologia intitulado “Seja um sol na vida de alguém”. Por fim, foram repassadas orientações sobre a rede de apoio, como as UBS, Samu, Caps e rede hospitalar.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde