Governo do Distrito Federal
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12/07/16 às 13h21 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Programa para pessoas vítimas de violência é tema de artigo científico

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Estudo relatou o atendimento aos homens autores de violência sexual contra crianças e adolescentes

BRASÍLIA (12/7/16) – O trabalho desenvolvido pelo Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância em Violência Alecrim (PAV) foi tema de um artigo cientifico produzido pela parceria entre o Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura da UnB, servidores do PAV Alecrim e do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência (Nepav), ligado à Subsecretaria de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF.

O estudo relatou o atendimento aos homens autores de violência sexual contra crianças e adolescentes realizado pelo PAV Alecrim, que acolhe quem é encaminhado pela Justiça. Previsto no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, o serviço conta com uma equipe formada por psicólogos, assistente social e psiquiatra.

A ideia do trabalho científico surgiu da necessidade de se ter documentado o trabalho pioneiro que é realizado no DF. “Estamos muito felizes em desenvolver este trabalho precursor e público, fortalecendo o SUS. Entendemos que representa um avanço na compreensão do fenômeno da violência sexual intrafamiliar. Iniciativas como estas promovem a atenção à saúde integral e a intervenção no ciclo da violência”, destaca Fernanda Falcomer, chefe do Nepav.

A equipe realizou uma pesquisa-ação que compreendeu intervenções psicossociais individuais, familiares e grupais, cujo objetivo foi descrever e registrar todo processo de acompanhamento psicossocial.

“Trabalhar com o autor de violência sexual é extremamente desafiador, pois suscita a necessidade de problematizar o lugar de monstros que esses sujeitos ocupam na nossa sociedade. A violência sexual intrafamiliar ocorre em todas classes sociais, tendo maior incidência do que se costuma supor”, disse Cássio Setubal, psicólogo do PAV Alecrim, ao destacar que é imprescindível que a responsabilização e a intervenção em saúde ocorram juntas para que o ciclo de violência seja interrompido.

Confira aqui o artigo completo.