Governo do Distrito Federal
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15/08/13 às 16h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Projeto quer transformar a Escs em Universidade de Saúde

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Escola terá vagas de Medicina duplicadas e um novo curso superior

O projeto que pretende transformar a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), da Secretaria de Saúde do DF, em Universidade de Ciências da Saúde do DF (Unisus) será debatido pela comunidade acadêmica, nesta quinta-feira (15), às 17h. A reunião será realizada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), no início da W3 Norte.

O debate é o mais um passo para a implantação do projeto que, em seguida, será encaminhado à Câmara Legislativa para votação. Se aprovada até o fim do ano, a proposta que deve ser oficializada pelo governador Agnelo Queiroz em breve, pode se tornar realidade já em 2014.

A transformação trará mudanças importantes para a nova estrutura organizacional da Escola, de acordo com a diretora-executiva da Fepecs, Gislene Capitani. “Haverá o aprimoramento da gestão democrática com colegiado em todos os níveis e consulta à comunidade acadêmica para a escolha do reitor e vice”, exemplifica. Outro aspecto é a manutenção do quadro docente formado pelos servidores da Secretaria de Saúde.

Ao se tornar uma universidade, a escola terá o número atual de vagas dos curso de medicina duplicado – hoje são 80 para cada curso – e haverá a inclusão de mais um curso – que será definido por um grupo de trabalho que vai levar em conta as necessidades da rede de saúde. Todas as graduações da universidade continuarão sendo na área da saúde.

A Unisus será um complexo de educação em saúde composta pela Escs, que além do curso de medicina, oferece pós-graduação e pesquisa e extensão; pela Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb); pela Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (Codep), responsável pela educação permanente dos mais de 30 mil servidores da SES e pelos serviços administrativos da Fepecs que passará a ser exclusivamente a mantenedora da Unisus.

Para o estudante do segundo ano de Medicina, Leandro Martins Gontijo, 21 anos, a transformação para a Unisus é muito importante para o futuro da ESCS. “Esperamos que a estrutura da instituição melhore e que os benefícios se concretizem”. Para ele, é essencial que os professores não precisem deixar da Escola quando se aposentam na SES, como ocorre atualmente.

Proposta Inovadora

Os profissionais formados pela Escs, criada pelo Governo do Distrito Federal em 2001, são preparados para lidar com as especificidades de atendimento da rede pública de saúde. A faculdade nasceu com uma proposta inovadora cuja metodologia tem ênfase nas necessidades da rede publica. “Nossos estudantes tem a formação voltada para o atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde”, salienta Gislene.

O Curso de Medicina da ESCS é baseado nas Diretrizes Nacionais Curriculares e adotou um modelo pedagógico inovador, caracterizado por três princípios: aprendizagem centrada no estudante, ensino baseado em problemas e orientada à comunidade. Isso permite que o estudante saia do papel de receptor passivo de informações para o principal responsável por seu aprendizado, nos moldes da didática construtivista.

O método é utilizado, além de Brasília, em Londrina (PR), Marília (SP), MacMaster (Canadá), Harvard (EUA), Illinois (EUA), Ohio (EUA) e em Maastrich (Holanda), dentre mais de 300 cidades do mundo.

Celi Gomes