Governo do Distrito Federal
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7/10/13 às 14h19 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

Psicologia do Hospital de Base atende 100 pacientes por dia

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Tratamento individual e em grupo

O atendimento psicológico do Hospital de Base atende, diariamente, cerca de 100 pessoas entre pacientes internados no Pronto Socorro, UTI´s, enfermarias e pacientes do ambulatório, que fazem acompanhamento médico, tratamento ou terapia diversas.  Presta assistência, também, a servidores que procuram o serviço para fins de readaptação funcional, quando o funcionário sofre restrição física ou mental, tornando indispensável uma mudança na atividade exercida.

São 34 profissionais divididos entre 14 psicólogos, três residentes e 17 estagiários supervisionados que fazem o acompanhamento psicológico de cerca de 50 pacientes diariamente, além de familiares e equipe médica que faz com que esse número duplique. O complexo de psicologia do Hospital abrange não só o paciente, mas todas as pessoas que possui vínculo com ele. “O nosso atendimento busca dar o apoio psicológico, atingindo a família e a equipe médica. Pois toda a terapia deve incluir as pessoas que lidam com o paciente”, acrescenta a chefe e coordenadora da Psicologia do HBDF, Wenddie Dutra.

A depressão é um fator que atinge muitas pessoas que realizam tratamento hospitalar. “Como aqui é um hospital terciário, muitas pessoas têm doenças graves, crônicas, e que precisam de cuidados especiais. Assim, a pessoa tem mais dificuldade de lidar com essa realidade e o sofrimento nesses casos é muito grande. Então, auxiliamos na busca pela melhora emocional do paciente para que ele se fortaleça e consiga enfrentar o processo com mais tranquilidade, mais equilíbrio. Com isso, buscamos também a cura do paciente”, constata Wenddie.

Além do atendimento individual, as terapias psicológicas também incluem trabalhos em grupos. Como os pacientes de câncer,  transplantados, aqueles que sentem muitas dores como a fibromialgia, artrite, entre outras doenças crônicas. “Fizemos um levantamento das principais queixas ou problemas enfrentados pelos pacientes. E por isso criamos os grupos de terapia. É hoje o nosso grande trabalho onde obtemos bastante sucesso. Quando os pacientes não se vêm sozinhos e percebem que há outros que passam pela mesma situação e que  podem se auxiliar mutuamente, eles  ficam muito mais fortes para enfrentar a doença”, relata Wenddie.

Os grupos de terapia estão divididos entre: Homens/Dor, Homens/Sexualidade, Luto, Doenças crônicas, Mulheres/Dor, Psico-oncologia, Psicossomática, Transplante (grupo que inclui tanto quem recebeu o órgão como o doador).   O atendimento é indicado para adultos e, em casos de pessoas não internadas, o atendimento pode ser procurado pelo paciente (de qualquer especialidade) no ambulatório de Psicologia, no corredor 2, de segunda à sexta-feira das 7h às 18h, onde será feita uma avaliação com psicólogos. Os casos de terapia infantil são encaminhados para o Hospital da Criança.  Os pacientes internados recebem atendimentos de acordo com a indicação da equipe médica.

Alessandra Franco